- O texto analisa o custo de manter um Costelão em Curitiba caso a escala 6×1 seja substituída pela 5×2, com prato executivo a R$ 60,00.
- Hoje, para uma unidade de cerca de 30 lugares que funciona 24 horas, a folha mensal de pessoal é de aproximadamente R$ 89.950, com 29 funcionários.
- Com a PEC 5×2, serão necessários 7 novos funcionários e o custo extra fica em cerca de R$ 21.525 por mês, elevando o prato para pelo menos R$ 72,00 apenas para cobrir o aumento de pessoal.
- Se a versão 4×3 for aprovada, o custo extra sobe para aproximadamente R$ 36.000 mensais, fazendo o prato chegar a pelo menos R$ 80,00.
- A notícia ressalta impactos na inflação, no custo de vida e no comportamento do consumidor, que pode optar por opções mais baratas diante de salários e encargos maiores para as empresas.
O Costelão, restaurante curitibano de costela assada, opera com cardápio e buffet de acompanhamentos. Em uma unidade que funciona 24 horas, a equipe é estruturada em turnos para manter o serviço 7 dias por semana. A pergunta central é: quanto custaria o almoço se a escala 6×1 for encerrada?
Para chegar a um cenário, considera-se o prato executivo a R$ 60,00. No modelo atual, 29 funcionários geram uma folha de R$ 89.950 mensais apenas de pessoal, incluindo salários, encargos e benefícios. A equipe cobre atendimento, cozinha, caixa e limpeza, com jornadas e custos específicos por função.
Se a proposta de reduzir a jornada para 5×2 for aprovada, cada funcionário manteria 40 horas semanais, mas o restaurante precisaria de 7 novos contratados, elevando a folha em R$ 21.525 mensais. Sem ajuste de insumos, energia e aluguel, o custo total subiria.
Impacto financeiro
Com o aumento de custos, o prato passaria a custar cerca de R$ 72,00 para cobrir apenas a folha adicional, em um cenário moderado. Em uma eventual adoção da escala 4×3, estimativas indicam necessidade de até 12 novos contratados e custo adicional próximo de R$ 36.000 mensais, elevando o preço para cerca de R$ 80,00.
A dinâmica afeta não apenas o custo direto, mas o poder de compra do cliente. O encarecimento pode levar a redução da operação, fechamento de unidades ou menor frequência de visitas, impactando toda a cadeia de consumo local.
Especialistas apontam que mudanças abruptas em políticas trabalhistas elevam custos para restaurantes, com reflexos nos preços ao consumidor. A economia regional pode sentir efeito indireto à medida que o mercado reage a custos operacionais mais elevados.
Diante disso, o debate envolve compatibilidade entre lei trabalhista e competitividade do setor de alimentação. A sociedade acompanha a possível atualização da legislação e suas consequências para empregos, preços e oferta de restaurantes na cidade.
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