- Em 2025, uma família de quatro pessoas em São Paulo precisa de renda líquida mensal de R$ 6.155 para manter padrão de vida digno; dois adultos teriam de receber juntos R$ 8.044 brutos (R$ 4.022 cada).
- Em Fortaleza, o salário necessário para viver dignamente fica em R$ 2.773, refletindo o custo de vida regional mediano.
- O projeto Salário Digno Brasil já calculou esse indicador para 79 macrorregiões, revelando desigualdades regionais no custo de vida e no mercado de trabalho.
- As estimativas indicam menor salário digno no Sul de Roraima (R$ 1.904) e maior em Porto Alegre (R$ 4.763); todos os valores são superiores ao salário mínimo atual.
- A metodologia Anker (Anker Research Institute) contextualiza custos de vida por território, atualizando estudos históricos de Josué de Castro; haverá um painel interativo com dados para as 79 macrorregiões ainda neste ano.
O estudo reúne estimativas de salários dignos para 79 macrorregiões brasileiras, buscando mapear o custo de vida e as necessidades de renda em diferentes regiões. O objetivo é oferecer referências para valorizar o trabalho, distinguindo-se do salário mínimo.
Pesquisadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e do Anker Research Institute coordenam o projeto. O trabalho usa dados regionais para indicar quanto seria necessário ganhar para manter um padrão de vida decente, não apenas cobrir a subsistência.
Em São Paulo, por exemplo, uma família de quatro pessoas precisaria, em 2025, de renda líquida mensal de 6.155 reais. Dois adultos teriam de auferir salários brutos de 4.022 reais cada. Em Fortaleza, a estimativa é de 2.773 reais.
Metodologia e resultados
O método utilizado, inspirado na abordagem Anker, avalia custos de alimentação, moradia e gastos não alimentares, incluindo transporte, saúde e educação. A renda digna serve como referência para famílias de trabalhadores formais, informais e/ou pequenos empresários.
Os resultados apontam variação significativa entre regiões. O menor salário digno calculado foi no Sul de Roraima, em 1.904 reais, e o maior, em Porto Alegre, com 4.763 reais. Mesmo assim, todos os valores ficam acima do salário mínimo atual, de 1.621 reais.
Os pesquisadores destacam que o salário digno não substitui o mínimo, mas chama atenção para diferenças regionais no custo de vida e no mercado de trabalho. A leitura permite compreender desigualdades que o salário mínimo não capta sozinha.
Perspectivas futuras
O projeto pretende lançar, ainda neste ano, um painel interativo com estimativas detalhadas para as 79 macrorregiões. O objetivo é permitir comparação entre salário digno, linha de pobreza e remuneração do setor formal.
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