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Dono de pizzaria diz que fim da escala 6×1 com transição curta é inviável

Proprietário de pizzaria diz que fim da escala 6x1 em sessenta dias é inviável; proposta segue para o Senado e pode ampliar custos e demissões

Imagem foca em uma massa sendo servida por um garçom de avental azul que aparece desfocado ao fundo
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  • Proprietário da cantina Don Romano, Wesley Moreira, diz que fim da escala 6×1 em quarenta dias é inviável e difícil de aplicar no curto prazo.
  • A versão aprovada pela Câmara prevê dois dias de folga para todos os trabalhadores 60 dias após a promulgação e redução da jornada de 44 para 42 horas semanais, com nova queda para 40 horas após um ano.
  • A proposta ainda será analisada pelo Senado; se houver alterações, volta à Câmara para reavaliação.
  • O setor estima que a contratação de mais funcionários elevará custos e pode levar a reajustes de preços, com expectativa de cerca de oito vírgula cinco por cento, além de impactos adicionais por fornecedores.
  • Em meio ao debate, há resistência de entidades empresariais e ressalvas sobre o impacto para pequenos negócios, especialmente em dias de maior movimento, como domingos.

Proprietário da cantina e pizzaria Don Romano, com três unidades em Brasília, afirma que o prazo de 60 dias para fim da escala 6×1 é inviável para o seu negócio. Wesley Moreira diz que seria necessário mais tempo para adaptar funções técnicas, como chef de pizzaria e subchef, sem prejudicar a operação.

A proposta aprovada pela Câmara prevê dois dias de folga para todos os funcionários 60 dias após a promulgação, além da redução da jornada de 44 para 42 horas semanais, com queda para 40 horas após um ano. A análise, porém, ainda depende do Senado.

Moreira reforça que o tema não é inteiramente ruim, mas aponta dificuldades de contratação que, segundo ele, vêm de regras trabalhistas rígidas e de percepções sobre benefícios sociais. O empresário atua também como diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Distrito Federal.

Desafios operacionais e impactos no mercado

Ele afirma que ampliar o quadro de funcionários para manter as três unidades abertas 7 dias por semana exigiria 21 novas vagas, o que representa um aumento de 28%. Hoje há 74 empregados com carteira assinada no grupo.

Segundo Moreira, custos de produção devem subir para manter margens, com estimativas de reajuste de até 8,5% na contratação de mais profissionais e de até 20% no preço final de restaurantes, caso as empresas tentem preservar lucros.

A previsão é de que itens como carnes e queijos também recebam reajustes. Em negócios menores, com até 10 funcionários, o impacto tarifário tende a ser maior, pois redes maiores conseguem negociar melhor com fornecedores.

Reações e cenários no setor

Parte do setor produtivo manifesta resistência à mudança neste ano, buscando ampliar o prazo de transição. Entidades como CNI, Fiesp e CNC questionam a viabilidade de implementação imediata.

Por outro lado, alguns empresários adotaram modelos diferentes: redes com escalas 5×2 ou 4×3 relatam melhorias em turnover e produtividade. Em comissões na Câmara, defensores argumentam ganhos de produtividade e redução de custos com ausências.

A proposta é de emenda constitucional (PEC) e, para valer, precisa de texto idêntico nas duas casas legislativas em dois turnos com apoio de pelo menos 3/5 dos parlamentares. A discussão continua no Senado.

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