- O número de pessoas ocupadas caiu 0,3% no trimestre encerrado em abril, na comparação com o trimestre anterior (janeiro).
- O setor informal registrou queda maior, de 1,1%, com redução de 338 mil ocupados no total e 407 mil trabalhadores informais no setor privado sem carteira.
- Entre os informais, as maiores quedas ocorreram entre empregados por conta própria sem CNPJ (-188 mil) e trabalhadores privados sem carteira (-152 mil).
- A taxa de informalidade ficou em 37,2% no primeiro trimestre de 2026, a mesma do auge da pandemia, em maio a julho de 2020.
O emprego sofreu queda no trimestre encerrado em abril, conforme a PNAD Contínua do IBGE. O recuo total foi de 0,3% frente ao período de janeiro, com o setor informal registrando a maior retração: 1,1%. No total, houve perda de 338 mil ocupados, incluindo 407 mil trabalhadores informais a menos.
Entre os trabalhadores informais, o recuo se concentrou em duas linhas: pessoas que trabalham por conta própria sem CNPJ (-188 mil) e empregados do setor privado sem carteira (-152 mil). A coordenadora do IBGE para as pesquisas por amostra, Adriana Beringuy, destacou que a queda na informalidade influenciou de forma relevante o desempenho do emprego no trimestre.
A taxa de informalidade ficou em 37,2% no primeiro trimestre de 2026, o mesmo patamar observado em maio a julho de 2020, durante a pandemia. Segundo o IBGE, as condições atuais são distintas: o mercado está mais aquecido, o que reduz a parcela de informais na composição total de ocupados, mesmo com o nível relativamente próximo ao registrado em 2020.
Contexto e leitura do mercado
Diversificação de setores demanda trabalhadores, segundo o IBGE, o que confere certa resiliência ao mercado de trabalho. Ainda assim, a evolução recente aponta para sazonalidade e variações trimestrais, com o desemprego seguindo em alta em comparação com 2025, sem afetar a percepção de melhoria frente a períodos anteriores.
Persistência de mudanças setoriais
Dados mostram que o ritmo de queda foi puxado principalmente pelo informal, ainda que o desempenho global tenha seguido por mudanças na composição de empregos formais e informais. O desafio para o mercado é manter o ritmo de recuperação com foco em qualidade das ocupações.
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