- O PIB cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores.
- Agropecuária, indústria extrativa mineral e serviços foram as principais contribuições para o avanço.
- O resultado ficou próximo da mediana das expectativas do mercado, que era de 1,0%.
- Analistas destacam que a safra de grãos, o mercado de trabalho e estímulos do governo ajudam a economia, mesmo com juros elevados.
- As projeções para 2026 ficam entre 1,89% (Focus) e 2,3% (governo).
O PIB brasileiro cresceu 1,1% no 1º trimestre de 2026 ante os últimos três meses de 2025, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta (29). O resultado representa a maior variação em quatro trimestres desde o começo de 2025. A leitura consolida a aceleração frente ao 0,3% do Q4/2025.
Contribuíram para o avanço setores como agropecuária, indústria extrativa mineral e serviços. O desempenho ficou dentro da mediana das previsões de analistas, que apontavam alta de 1,0% no período, conforme a pesquisa do mercado.
Analistas destacam que o início de 2026 trouxe sinais de recuperação do mercado de trabalho, com desemprego e renda melhores, além da safra de grãos e de medidas de incentivo do governo federal. O cenário eleitoral e a guerra no Irã aparecem como fatores de risco para inflação e juros.
O BC iniciou 2026 mantendo a Selic em trajetória de redução, mas sinais de pressão inflacionária podem frear cortes. A projeção de instituições para o desempenho anual varia entre 1,89% (Focus) e 2,3% (Ministério da Fazenda), em meio a fatores externos e domésticos.
Mudanças no IBGE e contexto de política econômica
O IBGE divulgou o PIB com a participação de uma nova equipe responsável pelos cálculos, após substituição no comando da área de contas nacionais. Analistas acompanham impactos de mudanças técnicas na interpretação dos números e na credibilidade institucional.
Os estímulos em ano eleitoral, como crédito, renda e pautas de isenções, são citados por especialistas como fatores que podem sustentar o crescimento de curto prazo, mas geram debates sobre efeitos macroeconômicos e a condução da política monetária.
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