- O mercado começa a acreditar que o Banco Central pode rever para cima o hiato do produto na reunião de junho do Copom.
- Participantes apontam que dados recentes apoiam a possibilidade de ajuste positivo do hiato.
- A discussão sobre o hiato do produto ganha força à medida que novas informações macroeconômicas chegam ao mercado.
- A matéria inclui o retrato de Paulo Picchetti, diretor do Banco Central, responsável pelo Departamento de Pesquisa Econômica desde a saída de Diogo Guillen.
A possibilidade de revisão para cima do hiato do produto pelo Banco Central na reunião de junho do Copom vem ganhando força entre agentes do mercado. A leitura é de que a economia está menos ociosa do que o próprio BC projetava.
Participantes do mercado destacam sinais de atividade mais forte nos últimos dados, o que alimenta a expectativa de que o hiato possa ser revisado para baixo, ou seja, a produção atual estaria mais próxima do seu potencial.
A influência desse movimento depende do conjunto de indicadores que o BC levará à reunião, incluindo o comportamento da demanda interna, do setor industrial e do consumo. A tendência pode impactar a leitura de trajetória da política monetária.
Panorama do Copom
Observa-se que o papel do Departamento de Pesquisa Econômica é central nesse debate. Paulo Picchetti, diretor do Banco Central, tem coordenado a área desde a saída de Diogo Guillen, segundo informações da instituição.
A sinalização de um hiato menor reforça a possibilidade de ajustes nas projeções oficiais sobre o crescimento e a inflação. A divulgação da ata e das projeções do BC ainda não divulgadas é aguardada pelas mesmas fontes.
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