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Falhas operacionais podem reduzir lucro de serviços de delivery

Abrasel aponta prejuízo para 18%–27% dos empresários; falhas de precificação e de taxas das plataformas reduzem a lucratividade do delivery

Foto: Mineiro Delivery / DINO
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  • A Abrasel aponta que, em períodos recentes, entre 18% e 27% dos empresários do setor declararam prejuízo, mesmo com o aumento de vendas pelas plataformas digitais.
  • Especialista Dhionatan Paulino afirma que muitos restaurantes confundem volume de pedidos com rentabilidade, gerando mortalidade precoce por falta de controle financeiro.
  • O primeiro problema é priorizar faturamento bruto em vez da margem de lucro; vender mais não compensa se a precificação está errada.
  • A solução é entender a margem de contribuição de cada item e considerar custos da mercadoria, taxas das plataformas e custos de embalagem.
  • A segunda falha é a dependência das plataformas; o delivery deve ser tratado como unidade de negócio distinta, com precificação ajustada, ROI calculado e uso estratégico das ferramentas de visibilidade.

O setor de alimentação fora do lar no Brasil enfrenta um paradoxo: o aumento das vendas por plataformas digitais nem sempre se traduz em lucratividade. Dados da Abrasel indicam que, em períodos recentes, entre 18% e 27% dos empresários do setor registraram prejuízo.

Especialistas apontam que a maior parte da perda está associada a falhas na gestão financeira, e não apenas ao volume de pedidos. A diferença entre caixa e lucro líquido é citada como principal fator de mortalidade precoce de restaurantes movimentados.

Segundo Dhionatan Paulino, CEO da Mineiro Delivery, muitos donos confundem o crescimento de pedidos com rentabilidade real. A falta de controle financeiro e de leitura correta de custos compromete o capital de giro.

A primeira falha envolve priorizar o faturamento bruto em vez da margem de contribuição. Vender mais não basta se o preço não cobre o custo de mercadoria, as taxas das plataformas e os gastos de embalagem.

A solução passa pelo domínio da margem de contribuição de cada item do cardápio. O gestor precisa saber o que sobra após descontar custos variáveis, comissões e taxas de entrega.

A segunda falha é a dependência das plataformas de entrega sem estratégia de precificação específica. Muitos enxergam as parcerias como vilãs, quando o problema é a ausência de planejamento.

Paulino recomenda tratar o delivery como uma unidade de negócio à parte do salão. É preciso ajustar preços para cobrir taxas e usar as ferramentas de visibilidade de forma estratégica.

Outra orientação é o cálculo rigoroso de retorno sobre o investimento no delivery. O objetivo é transformar a parceria em ganho, não em custo fixo imutável.

Em resumo, o sucesso no delivery depende de método disciplinado que priorize margem sobre volume. Corrigir a precificação, entender a lógica das plataformas e padronizar a produção são passos-chave.

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