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Indústria de transformação fica 15,4% abaixo do pico de 2011, diz IBGE

Indústria brasileira opera abaixo de recordes: transformação cai 15,4% desde maio de 2011, extrativa fica 5,1% abaixo de março de 2015

— Foto: José Paulo Lacerda/CNI
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  • Indústria de transformação está 15,4% abaixo do nível máximo registrado em maio de 2011, segundo a PIM‑PF do IBGE.
  • Na indústria extrativa, o volume atual é 5,1% inferior ao pico de março de 2015, o ponto mais alto da série histórica.
  • Todas as quatro categorias da indústria operam abaixo dos seus recordes, atingidos há mais de 12 anos.
  • Bens duráveis estão 31,9% abaixo de junho de 2013; bens de capital, 31,2%; bens semiduráveis e não duráveis, 10,9%; bens intermediários, 9,2%.
  • Em comparação com o pré‑pandemia, bens de capital, bens intermediários, indústria de transformação e indústrias extrativas estão acima (respectivamente 8,7%, 9,8%, 2,5% e 20,6%), enquanto bens de consumo duráveis (-10,9%) e semiduráveis/não duráveis (-2%) estão abaixo.

A indústria brasileira perde fôlego. Dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE, mostram que o patamar da indústria de transformação está 15,4% abaixo do pico de maio de 2011. O recuo ocorre mesmo com o aumento observado em parte do setor em meses recentes.

Na indústria extrativa, o volume produzido hoje é 5,1% menor que o recorde de março de 2015. No conjunto das quatro categorias econômicas da indústria, todos operam abaixo dos seus maiores patamares da série histórica, em momentos anteriores a 2014.

Mesmo com altas pontuais, a comparação com o período pré-pandemia revela assimetrias. Bens de capital e bens intermediários superam os níveis anteriores à pandemia, enquanto bens duráveis recuam no mesmo comparativo.

Desempenho por segmento

Duráveis registram queda de 31,9% em relação a junho de 2013, apontando o maior recuo entre as categorias. Bens de capital ficam 31,2% abaixo de setembro de 2013, enquanto semiduráveis e não duráveis caem 10,9% em relação a junho de 2013.

Perspectiva frente ao cenário pré-pandemia

Bens de capital estão 8,7% acima do patamar pré-pandêmico, assim como bens intermediários 9,8% acima. A indústria de transformação cresce 2,5% e as extrativas 20,6% acima do nível anterior à pandemia. Por outro lado, bens de consumo duráveis recuam 10,9% e semiduráveis não duráveis caem 2%.

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