- 36,3% das pessoas ocupadas que buscaram emprego no mês anterior preferem trabalho formal regido pela CLT.
- A preferência pelo CLT é maior entre jovens de 25 a 34 anos, chegando a 41,4%.
- A pesquisa é a 69ª edição dos Retratos da Sociedade Brasileira, realizada pela Nexus para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 2.008 entrevistados.
- 95% dos entrevistados disseram estar satisfeitos com o emprego atual, sendo 70% muito satisfeitos.
- Sobre modalidades alternativas, 10% consideraram atrativas as oportunidades de trabalho autônomo em plataformas digitais; 30% dos que demonstraram interesse nessa modalidade veem-na como principal fonte de sustento.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta sexta-feira 5 a 69ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira. O estudo mostra que 36,3% dos trabalhadores que buscaram emprego no mês anterior preferiram o emprego formal regido pela CLT.
Entre os jovens, a preferência pelo emprego com carteira assinada é ainda maior: 41,4% dos brasileiros de 25 a 34 anos que estavam empregados e procuraram uma nova oportunidade optaram pela CLT.
A pesquisa aponta alta taxa de satisfação com o emprego atual: 95% dos entrevistados se disseram satisfeitos, sendo 70% muito satisfeitos. O levantamento foi feito pela Nexus a pedido da CNI.
Ainda segundo o estudo, apenas 10% consideraram atraentes empregos autônomos em plataformas digitais, como motoristas ou entregadores. E 30% dos que pretendem trabalhar por meio dessas plataformas veem essa modalidade como principal fonte de sustento.
Apesar da flexibilidade, os fatores tradicionais continuam valorizados. Salário aparece como principal diferencial para 28,7% dos entrevistados; estabilidade, 22,4%; e perspectiva de crescimento na carreira, 20,1%.
Entre os principais obstáculos, 22% apontam a falta de vagas com boas condições; 17,6% citam insuficiência de experiência prática; 16,9% apontam falta de cursos alinhados ao mercado na região.
Outros entraves incluem necessidade de cuidar de parentes (16,1%), falta de formação específica (12,7%), pouca informação sobre vagas (11,9%) e discriminação no ambiente de trabalho (8,3%).
Quase metade dos brasileiros, 43%, acredita que o futuro profissional é incerto e não sabe em que ocupação estará em cinco anos. A insegurança é maior entre trabalhadores mais velhos.
Entre quem projeta o futuro, 13,9% desejam abrir o próprio negócio, com destaque para varejo e serviços como salão de beleza, alimentação e bares.
Na maturidade digital, 54% apresentam domínio alto ou médio-alto de habilidades digitais. Esse índice cai para 44,5% quando se trata de habilidades complexas como IA, planilhas e configurações de software.
A economista da CNI comenta que o país vive contraste entre satisfação com o emprego atual e incerteza frente às mudanças tecnológicas. A pesquisa foi realizada com 2.008 pessoas de 16 anos ou mais, entre 10 e 15 de outubro de 2025, em 26 estados e o Distrito Federal.
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