- Petrolina, no sertão de Pernambuco, lidera a produção de uvas de mesa no Brasil e impulsiona as exportações do Vale do São Francisco.
- A região produz cerca de 236 mil toneladas de uvas por ano, atendendo o mercado nacional o ano inteiro e exportando para dezenas de países.
- Em 2024, frutas da região chegaram a mais de cinquenta países, com movimentação aproximada de US$ 1 bilhão em negócios internacionais.
- Fazendas de referência, como a Agrivale e o Grupo Labrunier, destacam-se pela produção e pelas exportações para diversos mercados.
- A melhoria tecnológica, irrigação e pesquisa fortalecem o polo agroindustrial do Sertão, gerando empregos e renda na região.
Petrolina, cidade do Sertão de Pernambuco, lidera a produção de uvas de mesa no Brasil e impulsiona as exportações para dezenas de países a partir do Vale do São Francisco. A prática de agricultura irrigada elevou a região a referência global na fruticultura.
À margem do Rio São Francisco, o polo agropecuário movimenta a economia local e assegura safras ao longo do ano. A uva do Sertão pernambucano conquista mercados na Europa, América do Norte, Ásia e Oriente Médio, fortalecendo o papel do Vale no comércio externo.
A produção anual de uvas na região atinge cerca de 236 mil toneladas, consolidando Petrolina entre os maiores polos brasileiros. A qualidade das frutas facilita exportações para clientes exigentes em diversos continentes.
Exportações fortalecem protagonismo da região
A cadeia produtiva gera empregos diretos e indiretos ao longo de todo o ciclo, desde o plantio até a exportação. Estima-se que entre 200 mil e 250 mil pessoas dependam das atividades agrícolas locais.
Empresas de destaque incluem a Fazenda Agrivale, em Petrolina desde 1997, com 370 hectares e certificações de qualidade que atendem a mais de dez países. O Grupo Labrunier atua em Petrolina, Lagoa Grande, Casa Nova e Juazeiro, com mais de 880 hectares e produção anual acima de 20 mil toneladas.
A região figura entre os principais polos exportadores do agronegócio brasileiro. Em 2024, frutas produzidas no Vale do São Francisco chegaram a mais de 50 países, movimentando cerca de US$ 1 bilhão em negócios internacionais.
Tecnologia e inovação impulsionam crescimento
Pesquisas da Embrapa Semiárido e de centros universitários subsidiam técnicas de cultivo, manejo hídrico e controle de qualidade. A combinação de água disponível, clima favorável e inovação sustenta o crescimento do setor.
Petrolina se consolidou como símbolo da força do agronegócio nordestino, demonstrando que planejamento e tecnologia podem transformar uma região semiárida em referência mundial na produção de frutas frescas.
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