- Até 8 de junho, a ANM recebeu 401 solicitações de pesquisa para terras raras, próximas de 85% do total registrado entre 1975 e 2020 (476 pedidos).
- O ritmo acelerou nos últimos anos: 901 pedidos em 2023, 1.018 em 2024 e 655 em 2025; em 2026, já são 401 em pouco mais de cinco meses.
- O aumento de requerimentos não significa produção imediata, já que os projetos precisam passar por etapas como pesquisa geológica detalhada, viabilidade econômica e licenciamento ambiental.
- O interesse por terras raras está vinculado à transição energética e à indústria de alta tecnologia, com uso em ímãs permanentes para veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e defesa.
- A China concentra a maior parte da produção e do processamento, levando EUA e União Europeia a buscar diversificação de fornecedores.
A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que, até 8 de junho de 2025, o número de requerimentos de autorização de pesquisa para terras raras chegou a 401. O total, em pouco mais de cinco meses, está próximo de 85% do volume registrado entre 1975 e 2020, quando houve 476 pedidos.
Segundo a autarquia, a demanda por áreas com potencial de terras raras tem mostrado trajetória de crescimento nos últimos anos. Em 2023 houve salto expressivo, seguido de novo aumento em 2024, o que culminou em recordes nesse ciclo de pedidos.
Entre 2021 e 2022 houve aceleração gradual, mas o quadrimestre de 2023 marcou um patamar de abertura para projetos mais complexos. Em 2024, a ANM manteve o ritmo, registrando o maior número de requerimentos já recebidos no órgão.
Apesar do aumento de requerimentos, nem toda demanda se transforma em produção. Os projetos precisam passar por etapas como pesquisa geológica detalhada, viabilidade econômica e licenciamento ambiental, etapas que costumam levar anos.
Contexto e desdobramentos
A trajetória reflete a corrida por minerais críticos, estratégicos para a transição energética e a indústria de alta tecnologia. Terras raras são usadas em ímãs permanentes de veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e sistemas de defesa.
A produção mundial está concentrada na China, o que tem levado EUA e membros da União Europeia a buscar diversificação de fornecedores. Países e empresas estudam caminhos para reduzir dependência externa e ampliar cadeias de suprimento.
Quem acompanha o setor destaca que o aumento de pedidos não implica necessariamente maior exploração ou extração imediata. O caminho envolve aprovação regulatória, avaliação ambiental e investimentos significativos.
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