- A IWSR projeta queda do consumo global de álcool até 2035, mesmo com expansão populacional em mercados como a Índia.
- Os volumes globais devem ficar 1% abaixo do registrado no ano anterior até 2035, com queda do consumo per capita.
- Mercados tradicionais, como China, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Reino Unido, devem registrar quedas superiores a 18% até 2035.
- A Índia deve crescer 38% no consumo nos próximos dez anos, possivelmente tornando-se o segundo maior mercado até 2032, após a China.
- Demanda deve migrar para novos formatos, como coquetéis em lata, com destaque para México ( +13%), Vietnã ( +15%) e Colômbia ( +26%).
A empresa de pesquisa IWSR projeta que o consumo global de álcool continuará em queda até 2035. Mesmo com crescimento populacional e maior demanda na Índia, os volumes globais devem ficar abaixo dos níveis atuais. Grandes fabricantes sofrem com a retração desde 2023.
A primeira projeção de 10 anos da IWSR abrange 160 mercados e indica queda até 2031. Em 2035, o consumo global per capita deve recuar, mesmo com 9% mais consumidores legais para beber. A expectativa é de queda equivalente a duas garrafas de destilados por pessoa por ano.
Segundo a IWSR, categorias tradicionais (destilados, cerveja e vinho) perdem volume até 2035, enquanto bebidas novas, como coquetéis em lata, ganham espaço. A demanda tende a se reorganizar geograficamente, com quedas acima de 18% nos EUA e na China até 2035.
A China e os Estados Unidos são apontados como os maiores mercados tradicionais que devem reduzir o consumo. Países como Alemanha, Japão e Reino Unido também registram quedas expressivas, segundo o estudo.
Em contraste, a Índia aparece como motor de crescimento. O consumo no país pode subir 38% nos próximos 10 anos, potencialmente deslocando os EUA para o segundo lugar até 2032, atrás da China. México, Vietnã e Colômbia aparecem entre os emergentes.
O relatório reforça a necessidade de reorientação estratégica da indústria para atender a novas tendências. A pesquisa analisa impactos para fabricantes como Diageo e Anheuser-Busch InBev, já observando mudanças de demanda e ajuste de portfólios.
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