- O campeonato de en primeur deste ano apresentou venda contida e cautela geral, apesar de alguns lojistas terem vendido uma quantia significativa de vinho.
- A comentarista Berry Bros. & Rudd afirmou que o en primeur funcionou para eles, mesmo com mudanças estruturais no mercado que reduziram o papel da prática.
- Mudanças de mercado levaram a queda de interesse e a um menor barulho em torno do en primeur, com muitas casas lançando menos vinhos e tratanto o tema como parte de uma conversa mais ampla.
- Alguns críticos e negociantes ressaltaram que, embora haja sinais positivos no início, o ritmo lento e a digestão das degustações atrasaram o processo, dificultando a resposta rápida do comércio.
- Preços mais moderados neste ano não compensaram reduções de demanda, já que muitos consumidores preferem vinhos já disponíveis no mercado secundário; ainda assim, há quem considere a safra de qualidade excepcional e única.
O mercado de Bordeaux vive uma campanha de En Primeur com resultados variáveis, entre vendas expressivas de alguns comerciantes e uma reação global marcada pela cautela. O ambiente é de alta expectativa antes da campanha deste ano, com avaliação de que a qualidade da safra é excelente, mas o entusiasmo tem ficado aquém do esperado.
Entre os players, Berry Bros. & Rudd afirma ter obtido “uma quantidade considerável” de vinho vendida, embora reconheça mudanças estruturais que reduziram o peso do en primeur no portfólio. A firma reduziu pela metade a oferta de 60 rótulos este ano, apontando menor barulho em torno do tema.
Já Lay & Wheeler descreve um início de campanha com “otimismo cauteloso”, destacando que os vinhos são, em geral, bons, mas o ritmo lento e irregular limitou a digestão das provas pelos comerciantes e críticos antes da largada.
Para o mercado, o desafio não é apenas a qualidade, mas o preço. Variáveis como recuo de rendimentos e percepção de que o en primeur não oferece forte incentivo financeiro contribuíram para menor ânimo de compra. Muitos críticos veem os preços da safra 2025 acima dos de safras recentes.
Especialistas lembram que o contexto econômico global influencia a demanda. Mesmo com sinais de alguns compradores mantendo interesse, a preferência atual é por maiores formatos, séries passadas ou compra quando a bebida chega ao mercado físico. A volatilidade do mercado de secundário também é citada como fator.
Avaliadores destacam que a safra 2025 entrega qualidade superior, com avaliações positivas sobre várias casas tradicionais. No entanto, a narrativa de preços altos frente a safras anteriores e a mudança nos hábitos de compra ajudam a explicar a desaceleração de interesse pelo En Primeur.
Os debatedores ponderam que o futuro da prática depende de ajustes no ciclo de consumo. A ideia é alinhar oferta, demanda e preço, levando em conta a evolução do comportamento do consumidor, que busca rapidez e acesso a produtos desejados, diferente de períodos anteriores.
Em resumo, o En Primeur de Bordeaux deste ano é visto como promissor em qualidade, mas desafiador em ritmo e preço. O mercado continua avaliando como adaptar a prática a uma base de compradores cada vez mais diversa e exigente.
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