- Citi adiou a previsão de corte do Federal Reserve, passando a enxergar quedas de 25 pontos-base em outubro e dezembro de 2026, seguidas de janeiro de 2027, substituindo a visão anterior de cortes em setembro, outubro e dezembro.
- O Fed manteve a taxa básica estável sob a presidência de Kevin Warsh, com quase metade dos membros esperando alta de juros neste ano.
- Nomura e Bank of America também não projetam afrouxamento, citando risco de altas devido a projeções mais otimistas.
- A ferramenta Fedwatch do CME Group indica probabilidade de 50% de aumento da taxa em setembro, ante 27% na véspera.
- Warsh removeu a orientação futura, aumentando a relevância dos dados econômicos e dos discursos dos membros para definir a política.
O Citigroup adiou para outubro a previsão de início do corte de juros pelo Federal Reserve dos EUA, revisando sua visão de que os cortes ocorririam já em setembro. A instituição passou a prever quedas de 25 pontos-base em outubro e dezembro de 2026, seguidas de novo recuo em janeiro de 2027.
Segundo o Citi, o Fed deverá adotar uma postura mais agressiva para reduzir a taxa básica. A casa manteve a expectativa de um caminho de afrouxamento, mas ajustou as datas, em linha com mudanças de cenário econômico e com a percepção de maior volatilidade nos próximos meses.
O Fed manteve a taxa inalterada na última reunião sob a presidência de Kevin Warsh. O mercado passou a precificar maior probabilidade de alta em setembro, conforme a ferramenta Fedwatch, indicando 50% de chance de alta, acima de 27% no dia anterior.
Estudos de cenário de outras corretoras divergem: Nomura e Bank of America mantêm a expectativa de que o Fed não fará cortes neste ciclo, sinalizando riscos de alta adicional, enquanto o Barclays aponta maior incerteza sobre a trajetória, sugerindo manter as taxas estáveis no próximo ano.
Entre na conversa da comunidade