- O Brasil caiu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, passando à 65ª colocação, o pior resultado recente.
- A queda acompanha recuo da produtividade: no primeiro trimestre, a produtividade medida por horas efetivamente trabalhadas caiu 0,5% na comparação anual, segundo a FGV.
- Em entrevista ao CNN Money, o colunista Gilvan Bueno afirmou que o crescimento do PIB não tem sido sustentado por ganhos de produtividade.
- Ele disse que a expansão depende de commodities e de estímulos pontuais, como programas de transferência de renda, liberação do FGTS e incentivos fiscais.
- A estrutura da economia brasileira é de cerca de 70% de serviços, 20% a 25% de agropecuária e 5% de indústria; problemas estruturais citados incluem educação, tributação, acesso ao crédito e ambiente de negócios, com oportunidades em energia renovável, especialmente eólica no Nordeste, e o desafio de transformar essas vantagens em um projeto de longo prazo para impulsionar a produtividade.
O Brasil caiu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, passando à 65ª posição. O recuo acompanha a queda da produtividade da economia, com o índice de horas efetivamente trabalhadas recuando 0,5% na comparação anual no primeiro trimestre, segundo dados da FGV.
Em entrevista ao CNN Money, o colunista Gilvan Bueno afirmou que o crescimento do PIB brasileiro não tem sido sustentado por ganhos de produtividade. Ele aponta que a expansão depende, em grande parte, de commodities e de estímulos pontuais, como programas de transferência de renda, liberação do FGTS e incentivos fiscais.
Para Bueno, a estrutura da economia explica o cenário: cerca de 70% do PIB é do setor de serviços, 20% a 25% da agropecuária e apenas 5% da indústria. A maior parte dos empregos fica em atividades de menor remuneração.
Dados do IBGE citados pelo colunista reforçam o diagnóstico: apenas 5% dos brasileiros recebem mais de cinco salários mínimos, enquanto parcela expressiva enfrenta endividamento e dificuldades.
Além de educação, tributação, acesso ao crédito e ambiente de negócios, Bueno aponta entraves à produtividade no Brasil. Ele defende maior qualidade nos investimentos em educação e redução de burocracia e barreiras ao empreendedorismo.
O colunista ressalta oportunidades em áreas estratégicas, como a geração de energia renovável, especialmente eólica no Nordeste. A meta é transformar essas vantagens em um projeto de longo prazo para impulsionar a produtividade.
Em sua avaliação, o desafio é transformar vantagens competitivas em cadeias produtivas estáveis, capazes de reter talentos e sustentar o crescimento da economia.
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