- Renata Vanzetto relata furtos em seus restaurantes por clientes de alto poder aquisitivo, incluindo quatro talheres de prata, uma luminária e até um pote com vela.
- Outros chefs confirmam problemas semelhantes: furtos frequentes de copos, pratos, talheres e itens de decoração, até lixeira no salão.
- Em alguns estabelecimentos, itens com marca da casa foram removidos para reduzir roubos, visto como tentativa de souvenir.
- Em dias de movimento intenso, há uso de descartáveis para evitar perdas; copos furtados já aparecem abandonados em estações de metrô.
- Os proprietários dizem que as perdas viram custo de funcionamento e que o monitoramento ocorre, mas o confronto direto com clientes é raro.
O relato ganhou visibilidade após um vídeo no Instagram da chef Renata Vanzetto, que revelou furtos recorrentes em seus restaurantes. Segundo ela, clientes com carros de luxo chegam, bebem vinho caro e saem levando itens como talheres de prata, luminárias ou velas. A chef disse que esse tipo de furto é frequente conforme a expansão de suas casas.
Vanzetto afirmou que, quanto mais restaurantes e clientes atendidos, maior o volume de furtos. Os relatos chamaram atenção para um problema antigo do setor de gastronomia em São Paulo, que muitos empresários já enfrentavam em silêncio. Ela destacou que o furto não é motivado pela necessidade, mas pela chance.
Empresários da área confirmaram a tendência. Júlia Tricate e Gabriel Coelho, à frente de De Segunda, De Primeira Botequim, Quintal De Primeira e Santokki, relataram furtos frequentes de itens diversos, incluindo copos, pratos e objetos de decoração. Em um fim de semana movimentado, uma lixeira do salão desapareceu, por exemplo.
Observou-se também a relação entre identidade visual e furtos. Em um dos restaurantes, ao remover o logo dos copos, houve queda no roubo de itens com a marca. Os proprietários passaram a entender o furto como uma espécie de souvenir da experiência vivida pelos clientes, o que influenciou ajustes de design.
Medidas adotadas pelos estabelecimentos incluem uso de descartáveis em dias de maior movimento para reduzir perdas de itens de vidro. Funcionários relatam que objetos da casa são encontrados abandonados em estações de metrô próximas, reforçando o ciclo de furtos fora do ambiente.
A experiência de longa data do Expedito Bar, no entanto, ilustra o impacto financeiro. A sócia diz que furtos são constantes há 20 anos, somando desde copos até saleiro, o que compromete o planejamento financeiro mensal. O volume de perdas torna-se parte do custo de funcionamento.
Em resposta à dificuldade de agir diretamente com clientes, muitos estabelecimentos optam por monitorar estoques e registrar as perdas, sem confrontar quem furtou. Segundo empresários, as câmeras ajudam a mapear ocorrências, mas a intervenção direta costuma ocorrer apenas em casos específicos.
Renata Vanzetto reiterou a percepção de impotência diante do número de furtos ocorridos, com relatos de muitos itens sumindo sem que haja identificação imediata. Os relatos variam entre utensílios simples e itens de maior valor agregado, reforçando o desafio do setor.
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