- Ouro cai 1,14% nesta terça, para US$ 4.154,70 por onça-troy; prata recua 5,25%, a US$ 62,14 por onça.
- Queda ocorre após o Federal Reserve sinalizar tom mais duro e a possibilidade de novas altas de juros até o fim do ano.
- Ambiente de juros altos e aversão ao risco derruba os metais, em meio à bolsa lenta e venda de ativos de tecnologia.
- Bank of America revisou a projeção do ouro para abaixo de US$ 6 mil por onça; Deutsche Bank estima US$ 4.300 por onça se juros permanecerem estáveis.
- Em cenário mais agressivo de altas de juros, a avaliação é de que o ouro pode chegar a US$ 3.800 por onça.
Os contratos futuros de ouro recuaram na terça-feira (23), com a prata caindo mais de 5%. O movimento ocorre diante de juros mais altos nos EUA e de aversão ao risco global, que derrubam ativos de risco hoje.
Até as 12h30 (horário de Brasília), o ouro era negociado a US$ 4.154,70 por onça-troy, queda de 1,14%. A prata recuava 5,25%, a US$ 62,14 por onça. O ambiente reforçava a pressão sobre metais preciosos.
A deterioração da demanda por ativos sem rendimento acontece logo após o Federal Reserve sinalizar uma postura mais restritiva. A recuperação de ações de tecnologia e IA também ajudou a empurrar os mercados para queda, ampliando a busca por liquidez.
Projeções para o ouro
Instituições revisaram as estimativas para o metal. O Bank of America reduziu a projeção anterior de US$ 6 mil por onça, diante de inflação e juros elevados. O Deutsche Bank também ajustou expectativas, projetando o ouro em torno de US$ 4.300/oz se os juros permanecerem estáveis.
Em cenário mais agressivo, com três ou quatro altas de juros, o banco estima que o ouro poderia recuar para cerca de US$ 3.800 por onça. As avaliações refletem a sensibilidade do metal a custos de oportunidade.
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