- O presidente da Aurum Energia, José Mauro Coelho, afirma que o principal desafio da transição energética é escolher tecnologias adequadas para cada aplicação, levando em conta o curtailment de energia eólica e solar.
- O Operador Nacional do Sistema Elétrico admite que a operação mudou e ficou mais complexa; o Brasil precisa buscar complementaridade e equilíbrio entre as fontes para manter a segurança energética.
- O Brasil caminha para ser um dos cinco maiores produtores e exportadores de petróleo, com cerca de 1,35 milhão de barris por dia no ano anterior; hidroelétrica, eólica, fotovoltaica e bioenergia são apontadas como caminhos para substituir combustíveis fósseis.
- Sobre eólica, há boas perspectivas para offshore devido à extensa costa, mas é necessário expandir ainda o potencial onshore, pois o CAPEX da geração em mar é elevado.
- No gás natural, o desafio é levar o insumo ao interior e reduzir custos para a indústria (US$ 20 por milhão de BTU no Brasil vs. US$ 4,3 nos EUA); há potencial para exportar soluções brasileiras, como SAF a partir de sebo bovino e hidrogênio renovável.
O grande desafio da transição energética é escolher as melhores tecnologias para cada aplicação. Durante o Energy Summit 2026, em Rio de Janeiro, José Mauro Coelho, presidente da Aurum Energia, destacou a necessidade de avaliar atributos positivos e negativos de cada fonte. O objetivo é buscar complementaridade e equilíbrio no sistema, diante de cortes de geração de energia eólica e solar.
O executivo ressaltou que o Brasil precisa pensar na operação do sistema elétrico, não apenas no aumento da produção. ONS reconhece que a operação evoluiu com maior complexidade e que o órgão ainda está desvendando como gerenciar a nova dinâmica do abastecimento.
Brasil caminha para o topo do petróleo
Em sua apresentação, Coelho reforçou que o país tende a figurar entre os cinco maiores produtores e exportadores de petróleo. Dados de 2025 apontam o Brasil entre as maiores produtoras globais, com crescimento frente ao ano anterior. O destaque também ficou para potências hidroelétricas, eólica, fotovoltaica e bioenergia para reduzir fósseis.
Trimestre de transformação energética
Para o especialista, todos os países devem considerar as tecnologias disponíveis dentro do tripé segurança energética, sustentabilidade ambiental e viabilidade financeira, com foco na equidade de acesso. As mudanças atingem setores como transporte e geração de energia, exigindo planejamento cuidadoso.
Eólica offshore e gás natural
Sobre a eólica offshore, há perspectivas positivas pela extensa costa brasileira, mas o onshore continua com grande potencial. O capex de instalação no mar é algo a ser considerado, com ganhos de eficiência, porém maior investimento. Em relação ao gás natural, o principal entrave é a interiorização do insumo para descarbonizar indústrias que hoje dependem de combustíveis mais caros.
Oportunidades de exportação e inovação
O executivo destacou que o sucesso da transição pode abrir caminho para exportar soluções brasileiras, como biocombustíveis e hidrogênio renovável. O Brasil tem condições de atender à demanda interna e, ainda, oferecer tecnologia a mercados com maior dificuldade nesse tema.
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