- Oitenta por cento dos data centers no mundo estão expostos a riscos climáticos extremos, como enchentes, ventos intensos e incêndios florestais.
- Quarenta e quatro por cento dos mercados globais de infraestrutura digital enfrentam riscos climáticos crônicos, como calor extremo e seca.
- A análise, que abrange 97 mercados, indica que a expansão de infraestrutura crítica ocorre muitas vezes em regiões vulneráveis, elevando custos e possibilidade de interrupções.
- Regiões com maior exposição: Américas, 86%; Ásia-Pacífico, 89%; Europa, Oriente Médio e África, 46%.
- A localização de novos empreendimentos tende a agravar o estresse hídrico e o consumo de água e energia, com impactos potenciais em serviços digitais.
O estudo divulgado em junho de 2026 pela empresa de análise de risco climático First Street aponta que quase 80% dos data centers no mundo estão expostos a riscos climáticos extremos, como enchentes, ventos fortes e incêndios florestais. A pesquisa analisou 97 mercados globais.
Atenção: 54% dos mercados globais de infraestrutura digital enfrentam riscos climáticos crônicos, incluindo calor extremo e seca. A expansão dessas instalações ocorre, em muitos casos, em regiões já vulneráveis a eventos climáticos intensificados.
A análise indica que a exposição a eventos extremos pode gerar interrupções de operação, aumento do tempo fora do ar e custos maiores com seguro e manutenção. Quedas de resfriamento elevam consumo de energia e água, afetando custos operacionais.
> Jeremy Porter, economista-chefe da First Street, afirmou que a localização de um data center determina grande parte do custo de operação pelos próximos 20 a 30 anos. Modelos de investimento subestimam variáveis climáticas como resfriamento e disponibilidade de água.
O relatório critica a dependência de modelos tradicionais de precificação de risco, baseados em séries históricas. O clima não se comporta como o registro passado, segundo Matthew Eby, CEO da First Street, citando ondas de calor e estresse hídrico.
Concentração de risco por região
Nas Américas, 86% da capacidade está em mercados com alto risco de enchentes, ventos e incêndios. Na Ásia-Pacífico, 89% está exposto a calor extremo e seca. Europa, Oriente Médio e África registram 46% de exposição.
Nos Estados Unidos, regiões como Carolina do Norte e Sul, Atlanta, Nova York–Nova Jersey e o norte da Virgínia aparecem entre as mais expostas, mesmo concentrando parte relevante da expansão do setor. Johor, na Malásia, e Marselha, na França, aparecem como áreas com alta vulnerabilidade.
Helsinque, na Finlândia, apresenta menor risco climático, porém recebe menor volume de novos investimentos. O relatório observa que a localização de novos empreendimentos tende a agravar o problema, com investimentos concentrados em áreas de estresse hídrico.
Infraestrutura digital sob pressão
Cerca de dois terços dos novos data centers nos Estados Unidos estão previstos para regiões com estresse hídrico, aumentando a competição por água e energia em áreas já pressionadas. O estudo alerta que impactos climáticos vão além das instalações, afetando serviços digitais usados por empresas e consumidores.
Em síntese, a pesquisa aponta vulnerabilidade ampla da infraestrutura digital global, com impactos potenciais em interrupções, custos e disponibilidade de recursos, caso eventos climáticos extremos se intensifiquem.
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