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Setor produtivo sofre danos maiores com tarifaço, aponta especialista

Tarifa de Estados Unidos pode quebrar cadeias produtivas brasileiras de quarenta anos, elevando custos e afetando exportações e consumidores norte-americanos

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  • José Pimenta, colunista da CNN Money, analisa em entrevista ao WW o impacto das tarifas americanas sobre cadeias produtivas brasileiras.
  • Ele aponta que o principal risco não é a disputa política, mas os efeitos práticos de novas tarifas dos EUA sobre exportações.
  • Tarifas de vinte e cinco por cento, ou mais de trinta por cento, em uma investigação mais ampla podem dificultar as exportações aos Estados Unidos.
  • Setores como café solúvel, madeira, móveis e máquinas e equipamentos seriam afetados, pois integram cadeias que alimentam o comércio entre Brasil e América do Norte.
  • Pimenta ressalta que decisões norte-americanas podem ser instrumentalizadas politicamente próximo às eleições, com possível repasse inflacionário aos consumidores norte-americanos.

O tarifaço americano pode afetar seriamente o setor produtivo brasileiro, segundo José Pimenta, colunista do CNN Money. Em entrevista ao programa WW, ele destacou os impactos concretos sobre cadeias criadas ao longo de décadas.

Para o analista, o componente político entre Flávio Bolsonaro e Lula é menos relevante que as consequências econômicas das novas tarifas. Pimenta afirmou que decisões dos EUA tendem a ganhar relevo político próximo de eleições.

Ele apontou que tarifas de 25%, ou acima de 30% em uma investigação ampliada, podem dificultar seriamente as exportações brasileiras para os Estados Unidos. O funcionamento de cadeias globais fica em risco.

Entre os setores citados por Pimenta, estão café solúvel, madeira, móveis e máquinas e equipamentos. Esses elos alimentam o setor produtivo brasileiro e chegam aos consumidores norte-americanos por meio de negócios B2B.

O especialista alertou ainda que o repasse de custos pode atingir consumidores nos EUA, já que a inflação já preocupa o país em alguns segmentos. O efeito sobre o comércio exterior é visto como um risco concreto.

Cadeias produtivas em risco

Segundo o colunista, o dano maior não está apenas na política, mas na economia real. O esforço para manter competitivas cadeias construídas ao longo de décadas pode enfrentar entraves significativos.

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