- O empresário brasileiro Rubens Menin passou a administrar vinícolas no Douro a partir de 2018, com recuperação de propriedades e vinhas.
- As primeiras vinícolas adquiridas foram Quinta da Costa de Cima e Quinta do Sol, escolhidas pelo terroir e pelo número de vinhas velhas.
- O vinho tinto principal, D. Beatriz, safr 2020, é descrito como robusto e equilibrado, com 14% de álcool e maciez.
- O enólogo Tiago Alves de Sousa destaca a Tinta Amarela e afirma que o Douro deve manter identidade própria, equilibrando tradição e técnica.
- O Le Cordon Bleu de São Paulo promoverá, em 17 de julho, uma aula com o sommelier Matthieu Longuère, com investimento de R$ 200.
O empresário brasileiro Rubens Menin investiu em vinícolas no Douro, em Portugal, a partir de 2018. O projeto envolve recuperação de propriedades e integração com a paisagem da região, que é Patrimônio Mundial da UNESCO. O objetivo é produzir vinhos com identidade local, mantendo tradição e qualidade.
A Menin Company comprou as vinícolas Quinta da Costa de Cima e Quinta do Sol, escolhidas pelo terroir e pelo volume de vinhas velhas. O processo incluiu restauração de campos e implementos, mantendo o respeito à viticultura tradicional do Douro.
Dados indicam que o portfólio atual inclui o tinto D. Beatriz, vinho emblemático da casa. A safra 2020 aparece como forte representante, com álcool próximo de 14% e perfil elegante, equilibrado para o Douro, segundo o enólogo responsável pela linha.
Tradição e identidade
Tiago Alves de Sousa, enólogo da Menin, destaca a importância de vinhas velhas e da variedade Tinta Amarela, que resiste mais às mudanças climáticas. Segundo ele, o énfase está no equilíbrio entre técnica e natureza, sem impor parâmetros fixos independentemente do terroir.
O enólogo ressalta que o Douro tem identidade marcante e que a produção deve valorizar essa singularidade. A visão é produzir vinhos originais, sem copiar outras regiões, mantendo o estilo Douro e o orgulho local.
Reconhecimento e gestão de marca
A atuação da Menin em Portugal é vista pela comunidade vinícola como sinal de consistência, não apenas de investimento initial. A recuperação de propriedades e o alicerce em castas históricas ajudam a consolidar a reputação regional.
Para quem acompanha a cena, a atuação de Menin evidencia como a produção brasileira pode se inserir de forma respeitosa na viticultura portuguesa, sem perder a identidade do Douro.
Formação e eventos
O Le Cordon Bleu em São Paulo recebe, em 17 de julho, o sommelier francês Matthieu Longuère para uma aula sobre harmonização e tendências de vinhos. Longuère é Master Sommelier e já comandou restaurantes premiados na Europa.
A programação acontece das 19h às 22h, na unidade da Rua Natingui, 862, Vila Madalena. O evento funciona como oportunidade de imersão técnica e degustações orientadas.
Destaque de lançamento
Entre os destaques está o Menin Gouveio 2024, vinho branco da vinícola portuguesa. Caracterizado por acidez vibrante e notas de tangerina e lima, o rótulo recebe atenção de consumidores que buscam expressão artesanal com toque contemporâneo.
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