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Mia Couto aborda a importância da construção das infâncias na sociedade atual

Mia Couto e Danuta Wojciechowska lançam "O rio infinito" em 22 de julho, promovendo a conexão com a natureza e a importância das histórias.

Foto: Reprodução
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  • Mia Couto lança o livro infantil “O rio infinito” em coautoria com Danuta Wojciechowska.
  • O lançamento ocorrerá no dia 22 de julho.
  • A obra busca resgatar a conexão com a natureza e a importância das histórias para as novas gerações.
  • A narrativa apresenta Kianda, uma mãe que busca histórias para seus filhos em um dia em que o Sol não se levantou.
  • Couto destaca a relevância das narrativas ancestrais para enfrentar crises e a necessidade de celebrar pequenas vitórias.

Mia Couto, renomado autor moçambicano, lança o livro infantil “O rio infinito”, em coautoria com Danuta Wojciechowska, no dia 22 de julho. A obra busca resgatar a conexão com a natureza e a importância das histórias na formação das novas gerações.

A narrativa gira em torno de Kianda, uma mãe que, em um dia em que o Sol não se levantou, parte em busca de histórias para seus filhos. “É preciso contar histórias às nossas crianças”, afirma Kianda, refletindo a mensagem central do livro. Couto destaca que as narrativas ancestrais são fundamentais para enfrentar tempos de crise, oferecendo esperança e inspiração.

Em entrevista, o autor enfatiza a necessidade de encorajar as novas gerações a celebrar pequenas vitórias. “Não existe uma vitória que traga a solução total para os nossos problemas,” ressalta. Ele também critica a visão linear do progresso, sugerindo que a vida é marcada pelo caos e pelo imprevisível.

Couto compartilha que a ideia do livro surgiu durante uma oficina de escrita em Luanda, onde ele e Danuta trabalharam com jovens na criação de histórias. “Essas histórias estão enraizadas em sabedorias que tendemos a aceitar apenas na sua dimensão exótica,” afirma, ressaltando a importância de resgatar narrativas esquecidas.

O autor conclui que a literatura deve ser um espaço de reconexão com a natureza, onde a água e outros elementos contam suas próprias histórias. “Precisamos reconquistar o abraço materno da natureza,” finaliza, reforçando a urgência de uma nova relação com o mundo.

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