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Mar Becker e Monique Malcher discutem inspirações literárias em evento lotado na Flip

Escritoras discutem tabus familiares e o impacto de experiências pessoais na literatura durante a 23ª Festa Literária de Paraty

Mesa Todas as Formas, com Mar Becker Monique Malcher (Foto: Márcia Foletto / Agência O GLOBO)
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  • O segundo dia da 23ª Festa Literária de Paraty (Flip 2025) contou com um debate entre as escritoras Mar Becker e Monique Malcher, mediado pela livreira Nanni Rios.
  • O tema da conversa foi “Todas as formas”, abordando a relação entre literatura e experiências pessoais.
  • Becker compartilhou uma história sobre sua avó, revelando um tabu familiar relacionado à sua morte, que influenciou sua escrita.
  • Malcher falou sobre suas lembranças de infância e o desconforto que sente ao escrever, destacando a busca por diferentes perspectivas.
  • Ambas as autoras ressaltaram como suas histórias pessoais moldam suas obras, contribuindo para discussões literárias no evento.

Um auditório lotado acompanhou a conversa entre as escritoras Mar Becker e Monique Malcher no segundo dia da 23ª Festa Literária de Paraty (Flip 2025). O debate, mediado pela livreira Nanni Rios, abordou a relação da literatura com experiências pessoais e familiares, sob o tema “Todas as formas”.

Becker compartilhou uma história impactante sobre sua avó, que morreu antes de seu nascimento. A escritora revelou que a morte da avó foi um tabu familiar, com rumores de suicídio que, segundo ela, escondiam um assassinato. “As mulheres dos meus textos lidam com um perigo real”, afirmou Becker, destacando como essa experiência moldou sua escrita. Ela também mencionou que, ao resgatar a memória da avó em suas obras, como em “Canção derruída”, conseguiu dar visibilidade a essa figura esquecida.

Reflexões sobre a Escrita

Malcher, por sua vez, trouxe à tona suas lembranças de infância e a curiosidade herdada de seu avô. A escritora enfatizou a importância de buscar diferentes perspectivas e o desconforto que sente ao escrever. “Essa é a coisa que mais amo, mas também a que mais odeio”, declarou, referindo-se ao desafio de encontrar satisfação em seu trabalho literário.

Ambas as autoras destacaram como suas histórias pessoais influenciam suas produções, revelando a complexidade e os desafios que enfrentam ao abordar temas delicados. O evento reafirma a Flip como um espaço vital para discussões literárias e a troca de experiências entre escritores e leitores.

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