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Universidades indianas enfrentarão penalidades por excesso de retratações científicas

Governo indiano penaliza instituições por retratações em artigos científicos para melhorar a ética na pesquisa acadêmica

A má conduta é a principal razão pela qual artigos de revistas da Índia são retratados. (Foto: sritakoset/Shutterstock)
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  • O governo da Índia implementará penalizações nas classificações universitárias devido ao aumento de retratações de artigos científicos.
  • A medida visa combater a má conduta e as preocupações com a integridade na pesquisa.
  • A Índia é o terceiro país com mais retratações, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.
  • A nova política será aplicada no National Institutional Ranking Framework (NIRF), que avalia instituições de ensino superior.
  • Instituições com alto número de retratações sofrerão penalizações, inicialmente simbólicas, com base em dados dos bancos de dados Scopus e Web of Science.

A Índia implementará penalizações nas classificações universitárias devido ao aumento de retratações de artigos científicos, principalmente por má conduta. Essa medida, anunciada pelo governo, visa combater a crescente preocupação com a integridade na pesquisa.

O país é o terceiro no mundo em número de retratações, superado apenas por China e Estados Unidos. Dados mostram que, enquanto menos de um artigo é retratado a cada mil publicados nos EUA, a Índia registra dois por mil. A maioria das retratações indiana está ligada a questões de ética na pesquisa.

A nova política será aplicada no National Institutional Ranking Framework (NIRF), que avalia anualmente as instituições de ensino superior. O NIRF considera fatores como ensino e impacto da pesquisa, incluindo contagens de publicações e citações. A partir deste ano, instituições com um número elevado de retratações sofrerão penalizações, embora inicialmente sejam simbólicas.

Anil Sahasrabudhe, presidente do National Board of Accreditation, destacou que a medida busca “nomear e envergonhar” instituições que não seguem práticas éticas. A contagem de retratações será baseada em dados dos bancos de dados Scopus e Web of Science. A eficácia da política dependerá de como as retratações serão medidas e penalizadas.

Pesquisadores como Achal Agrawal e Moumita Koley apoiam a iniciativa, mas alertam que ajustes nas classificações não eliminam os incentivos que levam à publicação em massa, muitas vezes em detrimento da qualidade. A expectativa é que a penalização atue como um forte desestímulo à má conduta, mas a implementação precisa ser bem definida para que traga resultados efetivos.

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