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Clara Simas narra a trajetória do pai, Manoel Costa, no cinema marginal brasileiro

Clara Simas lança fotolivro que resgata a memória de seu pai, o jornalista Manoel Costa, e reflete sobre sua identidade e luto prolongado

Cena do filme “Creuzinha não é mais tua”, de Amin Stepple, interpretada por Manoel Costa — Foto: Acervo Anarruth Andrade/Divulgação
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  • Clara Simas lançou o fotolivro “Meu pai morreu três vezes”, que aborda a trajetória de seu pai, Manoel Costa, e a relação familiar entre eles.
  • O livro reúne fotos e depoimentos, refletindo sobre a identidade de Clara e seu processo de luto.
  • Manoel Costa, jornalista e ator, faleceu em 2003, aos 54 anos, e Clara tinha 14 anos na época.
  • O título do fotolivro refere-se aos papéis que Manoel desempenhou em filmes, onde seu personagem frequentemente morria.
  • Clara optou por não incluir fotos suas no livro, focando na reconstrução da memória de seu pai e na cultura da contracultura na Bahia.

Clara Simas, filha do jornalista e ator Manoel Costa, lançou o fotolivro “Meu pai morreu três vezes”, que explora a trajetória artística de seu pai e a complexa relação familiar entre eles. O livro, que reúne fotos e depoimentos, é uma reflexão sobre sua identidade e um processo de luto prolongado.

Manoel Costa faleceu em 2003, aos 54 anos, vítima de câncer. Clara, que tinha apenas 14 anos na época, descreve a relação com o pai como instável. Em entrevista, ela relembra que, apesar de momentos juntos, como passeios e visitas a bares, a conexão emocional era frágil. “Ele construía um convívio muito instável,” afirma Clara, que atualmente reside em Berlim.

O fotolivro apresenta imagens de rolos de filme de Manoel, registros de seus trabalhos no cinema marginal da Bahia e uma produção fotográfica própria. Clara também incluiu depoimentos de pessoas próximas, como sua mãe, Maria Edite, e o cineasta André Luiz Oliveira. “O foco está em reconstruir o personagem que meu pai foi,” explica Clara, que optou por não incluir fotos suas no livro.

O título do fotolivro faz alusão aos papéis que Manoel desempenhou em filmes, onde seu personagem frequentemente morria. Inicialmente, Clara pensou em nomear o projeto como “Meu pai morreu duas vezes,” mas descobriu que a contagem era, na verdade, três. A obra é uma tentativa de resgatar a memória de Manoel e entender a figura paterna em meio a um contexto cultural de contracultura e irreverência.

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