- A obra “Paterno”, de Marcelo Lordello, aborda dilemas familiares e de identidade em um contexto de tradições.
- O foco principal é Tomás, filho de Sérgio, que enfrenta dificuldades de comunicação com o pai.
- Heitor, patriarca da família, vive um conflito entre o casamento com Lígia e o relacionamento com Suzana.
- Sérgio, filho de Heitor, tem uma sensibilidade artística, mas se sente preso ao trabalho na construtora da família.
- A narrativa explora a dinâmica entre gerações e a busca por novos horizontes, destacando a atuação de Marco Ricca como Sérgio e Thomás Aquino como Claudio.
Os personagens da obra “Paterno”, de Marcelo Lordello, enfrentam dilemas familiares e de identidade em um ambiente repleto de tradições. A narrativa se concentra em Tomás, filho de Sérgio, que lida com a incomunicabilidade nas relações familiares, especialmente com o pai.
Heitor, patriarca da família, vive um conflito entre o casamento com Lígia e o relacionamento com Suzana. Sérgio, seu filho, desenvolveu uma sensibilidade artística, mas se viu preso ao trabalho na construtora da família, em um Recife cada vez mais urbanizado. Agora, a pressão recai sobre Tomás, que está prestes a ingressar na faculdade e percebe a dificuldade de comunicação com seu pai.
Lordello explora a busca por novos horizontes e a realidade que os personagens enfrentam, refletindo sobre a dinâmica entre gerações. O embate geracional é um tema central, semelhante ao que se vê em “Rasga coração”, de Oduvaldo Vianna Filho. O roteiro, coescrito por Lordello e Fabio Meira, apresenta uma oposição clara entre Suzana e Lígia, embora a condução das cenas seja segura e envolvente.
A atuação de Marco Ricca, que interpreta Sérgio, destaca o conflito de um homem que reprime seus desejos pessoais. A presença de Thomás Aquino como Claudio também enriquece a trama, trazendo complexidade às relações familiares. A obra promete instigar reflexões sobre a identidade e as relações familiares em um contexto contemporâneo.
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