- Hugo Ortega, engenheiro americano, deixou um emprego estável e uma relação de longa data para viajar como mochileiro.
- Após oito meses de viagem, conheceu um marinheiro na Birmânia e ingressou na indústria de iates, tornando-se capitão e mentor.
- Ortega começou como deckhand e atualmente é capitão de superyates, destacando que a disposição para aprender é crucial para quem deseja trabalhar no setor.
- A remuneração inicial para a equipe varia de $ 3.000 a $ 4.500 mensais, podendo aumentar na alta temporada. Ortega ganha cerca de $ 10.000 por mês, sem contar gorjetas.
- Para apoiar novos profissionais, ele criou o “Superyacht Sunday School”, que ajudou mais de 90% dos alunos a conseguir emprego, embora apenas 60% permaneçam na área.
Hugo Ortega, um engenheiro americano, decidiu mudar radicalmente sua vida ao deixar um emprego bem remunerado e uma relação de longa data. Insatisfeito, ele optou por viajar pelo mundo como mochileiro. Após oito meses de jornada, um encontro com um marinheiro na Birmânia o levou a ingressar na indústria de iates, onde se tornou capitão e mentor.
Ortega começou sua carreira como deckhand e, atualmente, é capitão de superyates. Ele compartilha que, apesar da falta de experiência em navegação, a disposição para aprender e uma personalidade voltada para o atendimento ao cliente são essenciais para quem deseja trabalhar no setor. “Não é necessário ser um marinheiro expert”, afirma. O trabalho em iates, no entanto, não é tão glamouroso quanto parece. Ortega destaca que a vida no mar pode ser desafiadora, especialmente em datas comemorativas, quando a saudade da família é mais intensa.
Desafios e Oportunidades
O capitão também menciona que, embora a aparência física possa influenciar na contratação, a diversidade nas tripulações está aumentando. A remuneração inicial para a equipe varia de US$ 3.000 a US$ 4.500 mensais, dependendo do tamanho e localização do iate. Em alta temporada, os ganhos podem ser significativamente maiores, especialmente para chefs e tripulantes experientes.
Atualmente, Ortega ganha cerca de US$ 10.000 por mês, sem contar as gorjetas, que podem dobrar esse valor. Ele alerta que, apesar das vantagens financeiras, a vida no mar não é para todos. “Se você não está disposto a começar do zero e aprender, pode ser difícil”, adverte.
Mentoria e Ensino
Para ajudar novos aspirantes, Ortega criou o “Superyacht Sunday School”, um programa de mentoria que já ajudou mais de 90% de seus alunos a conseguir emprego na indústria. No entanto, ele observa que apenas 60% permanecem na área, pois alguns desistem da vida em iates. “A vida é curta, e quem se sente preso deve buscar novas experiências”, conclui Ortega.
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