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Mercado editorial precisa enfrentar desafios impostos pela inteligência artificial

Consultor aponta que editoras devem adotar inteligência artificial para otimizar processos e garantir a relevância no mercado editorial atual

Consultor em tecnologia argentino Daniel Benchimol, que veio ao Brasil a convite da Câmara Brasileira do Livro (Foto: Divulgação)
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  • Daniel Benchimol, consultor de tecnologia, alerta que o setor editorial enfrenta desafios com a chegada da inteligência artificial (IA).
  • Durante o Encontro de Editores, Livreiros, Distribuidores e Gráficos, ele destacou a resistência do mercado em adotar novas tecnologias.
  • Benchimol afirmou que a confiança excessiva na continuidade do modelo tradicional pode ser prejudicial.
  • Ele sugere que as editoras devem buscar parcerias com empresas de IA para otimizar processos e melhorar a eficiência.
  • O consultor acredita que a adaptação ao novo cenário é essencial para a sobrevivência do setor editorial.

Daniel Benchimol, consultor de tecnologia e fundador da Projeto451, alerta que o setor editorial enfrenta uma nova era com a chegada da inteligência artificial (IA). Durante o Encontro de Editores, Livreiros, Distribuidores e Gráficos, realizado no Guarujá, ele destacou a resistência do mercado em adotar essas tecnologias. “O livro sobreviveu a todas as transformações digitais, mas isso gera uma confiança excessiva de que nada mudará”, afirmou.

Benchimol, que já trabalhou com grandes editoras como Penguin Random House e Macmillan, observa que muitos editores veem a IA com ceticismo. “A crença de que máquinas não podem entender textos como humanos é equivocada. As provas mostram que isso pode mudar.” Ele enfatiza que a eficiência da IA pode ser aplicada em tarefas não criativas, permitindo que os profissionais se concentrem em aspectos mais humanos da edição.

Desafios e Oportunidades

O consultor também mencionou que a cadeia do livro é “muito ineficiente”, com uma quantidade significativa de exemplares produzidos que nunca são lidos. Ele sugere que editoras e livrarias devem refletir sobre os valores de seus catálogos e identificar onde a intervenção humana é essencial. “As editoras precisam se adaptar e buscar acordos com empresas de IA para otimizar seus processos.”

Benchimol acredita que, embora a IA não represente uma ameaça imediata para escritores e ilustradores, os tradutores já enfrentam um cenário de trabalho reduzido. Ele alerta que as editoras devem estar atentas aos prazos e condições de uso do conteúdo em contratos com empresas de tecnologia, garantindo que seus materiais sejam protegidos.

O Futuro do Setor

Com a evolução da IA, Benchimol vê um novo pacto se formando entre editoras e empresas de tecnologia. “As editoras produzem conteúdos valiosos que a IA precisa para se desenvolver.” O consultor conclui que a adaptação ao novo cenário é essencial para a sobrevivência e crescimento do setor editorial.

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