- Em 2024, pequenas empresas com até quatro beneficiários dominaram os contratos coletivos de planos de saúde no Brasil, representando 88% do total.
- Isso equivale a dois milhões de contratos e 6,45 milhões de beneficiários, segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).
- Em contraste, grandes empresas com mais de mil beneficiários corresponderam a apenas 0,1% dos contratos, mas abrigaram 15,1 milhões de pessoas, ou 40,7% da base total.
- Os contratos coletivos empresariais foram responsáveis por 71% dos vínculos em planos médico-hospitalares, totalizando cerca de 37 milhões de beneficiários.
- Os segmentos que mais contratam incluem comércio varejista, alimentação e serviços administrativos, que juntos representam cerca de metade dos contratos empresariais.
Pequenas empresas dominaram os contratos coletivos de planos de saúde no Brasil em 2024, com 88% do total, representando 2 milhões de contratos e 6,45 milhões de beneficiários. Os dados são do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar). Em contraste, empresas de grande porte, com mais de mil beneficiários, corresponderam a apenas 0,1% dos contratos, mas abrigaram 15,1 milhões de pessoas, ou 40,7% da base total.
Os contratos coletivos empresariais foram a principal forma de acesso à saúde suplementar, reunindo 71% dos vínculos em planos médico-hospitalares, o que equivale a cerca de 37 milhões de beneficiários. O setor de serviços lidera com 1,33 milhão de contratantes (57,6% do total) e 20,57 milhões de beneficiários (55%). A indústria, com 203,1 mil empresas (8,8%), cobre 9,54 milhões de beneficiários (25,5%), enquanto o comércio tem 661,4 mil contratantes (28,6%) e 5,67 milhões de beneficiários (15,2%).
Segmentos em Destaque
Os segmentos que mais contratam planos coletivos incluem comércio varejista, alimentação e serviços administrativos, que juntos representam cerca de metade dos contratos empresariais. José Cechin, superintendente executivo do IESS, destaca que a pulverização dos contratos é positiva para o acesso, mas traz desafios para operadoras e contratantes na criação de estratégias de cuidado à saúde.
Cechin observa que, embora 0,1% das empresas concentrem mais de 40% dos beneficiários, 95% dos contratos estão em empresas com até 19 beneficiários, o que complica a gestão de saúde. Essa dinâmica reflete a estrutura do mercado de trabalho no Brasil, onde muitos setores são compostos por pequenos empregadores, resultando em coberturas mais limitadas.
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