- Queensland Museum é acusado de omitir a causa raiz da crise climática em materiais patrocinados pela Shell desde 2015, por meio do programa Future Makers.
- A Shell Australia patrocina o Future Makers desde 2015, produz materiais de ensino e oferece formação profissional gratuita para docentes, com 400.000 downloads dos conteúdos e impacto em 1.700 professores.
- Comms Declare afirma que os conteúdos não explicam que a queima de combustíveis fósseis é a principal fonte da crise climática, pedindo revisão, retirada ou reescrita e fim da associação com a Shell após o término do contrato; a Shell não comentou.
- Cientistas e acadêmicos questionam o envolvimento de uma empresa de combustíveis fósseis na educação de jovens; a parceria foi criticada por limitar a compreensão sobre as causas da mudança climática.
- A instituição afirma que os recursos estão alinhados aos currículos e serão revisados com o lançamento de novas versões, mantendo o programa sob avaliação institucional.
A Queensland Museum está no centro de críticas por suposta omissão da causa raiz da crise climática em materiais educativos patrocinados pela Shell desde 2015. O programa Future Makers, ligado ao museu, já teve 400 mil downloads e beneficiou 1.700 docentes com formação gratuita em STEM. A alegação é de que o conteúdo não explica que a queima de combustíveis fósseis é a principal fonte do aquecimento global.
A organização Comms Declare afirma que os materiais não destacam a queima de combustíveis fósseis como causa central, e pede revisão ou retirada. A entidade também solicita o fim da associação com a Shell quando o contrato terminar. A Shell não respondeu aos questionamentos.
Segundo a análise de Comms Declare, as atividades para alunos do 7º ao 10º ano tratam do aumento de gases de efeito estufa sem ligar diretamente ao uso de combustíveis fósis. Em oceanografia para séries mais altas, o material não aponta a queima de fósseis como responsável principal das mudanças na química oceânica. Os recursos sugerem ainda o desenho de um sistema de captura de carbono, com menção a esforços de pesquisadores para reduzir CO2.
Pesquisadores citados pelo grupo defendem que a better forma de enfrentar a crise climática é reduzir o uso de combustíveis fósseis. A organização afirma que houve contribuição financeira da Shell para várias ações do museu, incluindo o Future Makers, somando mais de 10 milhões de dólares. O alcance do programa inclui a formação de milhares de docentes e o apoio a atividades educacionais gratuitas.
Em resposta, especialistas e autoridades científicas destacam que o ensino de ciências deve enfatizar as causas e impactos reais da mudança climática. O museu, por sua vez, informou que o conteúdo está alinhado a currículos oficiais e que passará por revisões conforme novas versões dos materiais forem lançadas. A Shell não comentou o assunto.
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