- Em 11 de fevereiro, Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Fiocruz abriu portas para 150 alunas do ensino médio em uma imersão de verão de três dias.
- O programa incentiva meninas, especialmente negras, a seguir carreira científica, apresentando ciência real e superando estereótipos.
- As participantes conhecem laboratórios, espaços de preservação do patrimônio e a publicação Revista Cadernos de Saúde Pública, além de diálogo com pesquisadoras da Fiocruz.
- Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, 17 anos, participou pela primeira vez em 2025 e retornou neste ano; Beatriz Antônio da Silva, 17 anos, também participa para explorar caminhos na ciência.
- A coordenação ressalta que a iniciativa visa reconhecer mulheres na ciência, estimular pesquisas de gênero e ampliar o interesse científico entre meninas, promovendo diversidade e inclusão.
Na Fiocruz, cerca de 150 alunas de ensino médio passaram três dias imersas nos laboratórios e espaços da instituição, em Manguinhos, no Rio de Janeiro. O objetivo foi apresentar a ciência de forma prática, ampliar a visão sobre carreiras em STEM e inspirar futuras pesquisadoras.
A iniciativa acontece no âmbito do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, criado pela ONU para evidenciar a desigualdade de gênero nesses campos. A Fiocruz mantém desde 2020 a imersão de verão para estudantes do ensino médio.
Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, 17 anos, participou pela primeira vez em 2025 e repetiu em 2026, levando uma colega. Beatriz Antônio da Silva, também de 17, estuda no mesmo instituto federal e viu na experiência um caminho para incentivar outras meninas, especialmente negras, a ingressar na ciência.
Imersão com propósito
Beatriz Duqueviz, coordenadora do Programa Mulheres e Meninas na Ciência, explica que o programa atua em três frentes: reconhecimento das pesquisadoras, estudo de gênero e estímulo ao interesse pela ciência entre meninas. A ideia é combater a desinformação e o desestímulo desde a infância.
A iniciativa ressalta a importância de retratar a ciência como atividade colaborativa e acessível. Entre os espaços visitados estão laboratórios com microscópios e provetas, além do Laboratório de Conservação Preventiva e a Revista Cadernos de Saúde Pública, ambas da Fiocruz.
Relatos e impactos
Beatriz Duqueviz afirma que a presença feminina no espaço científico cresce com iniciativas que promovem diversidade e sensibilidade. Abertura de portas e redução de barreiras são citadas como elementos centrais para ampliar a participação de meninas.
Entre as alunas, Duane de Souza, 17, do Campus Maracanã do IFRJ, descreve a experiência como um momento de clarear vocações e mostrar que a atuação científica pode ser menos complexa do que parece. Ela já planeja um caminho em biologia.
Oportunidades futuras
A professora e coeditora-chefe Luciana Dias de Lima comenta que ações assim ajudam a entender a ciência como esforço coletivo e multifacetado. A Fiocruz reforça que o programa busca ampliar trajetórias de carreira para meninas, especialmente das camadas mais vulneráveis.
Entre na conversa da comunidade