- Menos de um em cada dez meninos com 14 a 16 anos lê diariamente por prazer, sendo 9,8% nesse grupo.
- Entre 14 e 16 anos, 14% leem diariamente; para 11 a 14 anos, 17,1% lêem todos os dias.
- Entre meninas de 14 a 16 anos, 17,6% leem diariamente, ainda acima dos meninos.
- O estudo da National Literacy Trust com oitenta mil jovens aponta queda na leitura durante a adolescência, com sinais de recuperação apenas entre meninas em fases mais avançadas.
- O lançamento coincide com o Ano Nacional da Leitura, campanha para estimular o prazer pela leitura entre crianças e jovens, com apoio de governo e educação.
Faltando interesse em leitura, apenas 10% dos meninos entre 14 e 16 anos lêem diariamente, aponta estudo. A pesquisa, conduzida pelo National Literacy Trust (NLT), indica que a leitura por prazer está sendo ofuscada por tarefas escolares, telas e esportes.
O levantamento abrange 80 mil jovens de 11 a 16 anos. Entre crianças de 8 a 11 anos, 46,9% gostam de ler; entre 11 e 14 anos caem para 29,5%; e entre 14 e 16 anos, chegam a 28,6%. Ao chegar à adolescência, a leitura diária é incomum.
Entre os sexos, as meninas mantêm maior engajamento ao longo da vida escolar. Aos 8–11 anos, 36% das meninas lêem diariamente, contra 26,3% dos meninos. Já aos 14–16, são 17,6% vs 9,8%, respectivamente.
Contexto e desdobramentos
A queda na leitura diária é mais acentuada entre os adolescentes, segundo o NLT. O relatório aponta que a competição por tempo aumenta com rotinas diversas, interesses ampliados e mais autonomia. A leitura, quando não integrada ao dia a dia, fica mais suscetível.
O estudo chamado Teenage reading: (Re)framing the challenge foi divulgado em meio ao Ano Nacional da Leitura, campanha britânica para incentivar o hábito. O programa é liderado pelo Ministério da Educação e pelo NLT.
Reações e dados adicionais
O escritor Phil Earle, vencedor de prêmio literário, enfatiza a necessidade de compromissos de governo, educadores e meios para ampliar o interesse pela leitura. Ele defende que a educação reflita o gosto dos jovens e a visibilidade de autores infantis.
O NLT disponibiliza quase 50 mil comentários de 11 a 16 anos, revelando percepções sobre como a leitura se encaixa — ou não — na vida de adolescentes na prática.
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