- Sumiço de 420 mil matrículas no Ensino Médio ficou sem explicação completa, mesmo após considerar queda demográfica e distorção idade-série.
- A reforma do Ensino Médio, implantada a partir de dois mil e vinte e um, é apontada como fator central para a queda observada entre 2024 e 2025.
- A mudança na contagem de matrículas em São Paulo contribuiu significativamente para o recuo nacional, com duplicidades removidas e ajuste da oferta de EaD.
- A maior parte das perdas ocorreu pela redução de duplicadas ligadas à oferta de EaD, que passou a ser menos reportada como matrícula duplicada, dificultando a leitura dos números.
- O registro de EaD continua sendo uma lacuna de informação no Censo Escolar, especialmente para Educação Básica, EJA e Educação Profissional e Tecnológica, apesar de já captar dados de EaD em algumas modalidades.
O que aconteceu: o Censo Escolar 2025 mostrou uma queda de 1 milhão de matrículas na educação básica, sendo mais de 40% no Ensino Médio. O resultado foi apresentado pelo MEC e pelo Inep.
Quem está envolvido: Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira participaram da coletiva sobre os dados. Os números geraram questionamentos sobre a confiabilidade da medição.
Quando e onde: os dados do Censo Escolar 2025 foram divulgados em coletiva conjunta no Ministério da Educação, no Brasil. A divulgação aponta reduções relevantes tanto na educação básica quanto no Ensino Médio.
Por quê: autoridades apontam que a reforma do Ensino Médio, implementada de forma complexa, contribuiu para a queda observada. Outros fatores citados incluem mudanças demográficas e variações nas taxas de retenção.
A explicação central é que a reforma do Ensino Médio, iniciada em 2017, gerou uma oferta mais segmentada de itinerários formativos. Essa fragmentação curricular teria impactado a contabilidade de matrículas no Censo.
Impacto da reforma no Censo Escolar
A reforma estimulou itinerários formativos e maior oferta de EaD, especialmente em redes estaduais, que concentram 80% das matrículas. A ausência de coordenação nacional complicou a consistência dos números.
Países e estados registraram variações grandes entre 2021 e 2024. Em São Paulo, por exemplo, houve ajuste metodológico que reduziu duplicidades de registro de matrículas. O efeito somou-se à volatilidade observada.
Mesmo com a correção de duplicidades, surge uma lacuna de informação sobre a oferta de EaD no ensino básico. Dados sobre EaD na EJA e na Educação Profissional ainda não refletem plenamente a realidade das redes estaduais.
O pesquisador aponta que a queda de matrículas não é explicada apenas pela demografia. A consolidação de dados sobre itinerários formativos e EaD precisa avançar para melhorar a confiabilidade do Censo Escolar.
Entre na conversa da comunidade