- A USP propõe pagar R$ 1.600 mensais a todos os funcionários para encerrar a greve, com início no mesmo momento do pagamento aos docentes, previsto para o começo de 2027.
- A proposta usa a mesma base orçamentária da bonificação já concedida aos professores, de R$ 4.500, com o total anual estimado em R$ 238,44 milhões.
- A ideia é dividir esse montante entre todos os 12 mil servidores, equalizando a bonificação entre docentes e funcionários.
- O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) deve se manifestar após a assembleia agendada para quarta-feira, 22, sobre a proposta.
- Paralisações estudantis se espalham pela universidade, com várias unidades aprovando adesões e reivindicando melhores condições de permanência e alimentação.
A USP propôs uma bonificação mensal de R$ 1.600 aos seus funcionários para encerrar a greve que se estende desde o início da semana. A ideia é igualar o benefício pago aos docentes com o montante destinado aos técnicos-administrativos.
O movimento aconteceu após o benefício de R$ 4.500 aos professores, conhecido como Gace, ter sido criado pelo Conselho Universitário em 31 de março. A reitoria sustenta que a medida visa valorizar atividades acadêmicas e a carreira docente.
A proposta de bonificação para servidores foi apresentada em reunião nesta quinta-feira ao Sintusp, com pagamento mensal no mesmo período da gratificação para docentes. O valor total estimado para funcionários equivale ao de professores, segundo a USP.
Se o montante ficar em R$ 238,44 milhões por ano, o contracheque de cada um dos 12 mil funcionários ficaria em torno de R$ 1.600 mensais. O pagamento começaria junto com o salário dos docentes no início de 2027.
A resposta do Sintusp deve sair na próxima assembleia, marcada para a quarta-feira. A USP confirmou oficialmente a apresentação da proposta aos trabalhadores.
Greve dos estudantes teve desdobramentos positivos para o movimento, com diversas áreas da universidade votando pela paralisação. Alunos pedem aumento de bolsas e melhoria na qualidade da alimentação nos restaurantes, que são terceirizados.
Entre as faculdades que aderiram, estão FFLCH, Escola de Enfermagem e institutos de química, psicologia, geociências e oceanografia. A Poli também decidiu participar, com votação destacada por 322 votos a favor e 224 contra.
AFAndam ainda as próximas deliberações nas demais unidades da USP. O DCE apoia a greve estudantil e acompanha as negociações em curso com a reitoria.
Sobre a gestão, a USP informou que pode avançar com reajustes de benefícios, como vale-alimentação e vale-refeição, além de reajuste do auxílio-saúde. Os ajustes começam a valer em abril.
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