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Escolas suecas reduzem ensino digital e retornam ao papel

Governo sueco reduz uso de telas nas escolas, enfatizando livros e papel para melhorar alfabetização e desempenho no Pisa

O governo sueco espera que a volta do lápis e papel melhore os índices de alfabetização
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  • O governo da Suécia retomou o uso de livros físicos, papel e lápis nas escolas para tentar reverter a queda de alfabetização.
  • A medida recebe críticas do setor de tecnologia, educadores e cientistas da computação, que avaliam impactos negativos para empregos e economia.
  • Em Nacka, estudantes do ensino médio substituem laptops por materiais impressos, com relatos de textos impressos sendo usados em sala de aula.
  • O governo adota o slogan “från skärm till pärm” e planeja proibir celulares nas escolas; já foram liberados mais de 2,1 bilhões de coroas em subsídios para livros e materiais didáticos, com novo currículo previsto para 2028.
  • Relatórios da OCDE indicam benefícios da tecnologia na educação, mas ressaltam distrações digitais e desempenho inferior em matemática ligados ao uso excessivo de telas; cautela sobre causalidade é recomendada.

O governo da Suécia retomou o uso de livros físicos, papel e lápis nas escolas para tentar reverter a queda nos índices de leitura. A mudança ocorre em meio a debates sobre o papel da tecnologia na educação.

Estudantes do ensino médio em Nacka, próximo a Estocolmo, retiraram laptops das mochilas ao fim de uma etapa de ensino recente. Professores passaram a imprimir textos e substituiram plataformas digitais de matemática por materiais em papel.

A adoção de métodos mais tradicionais, alinhados ao lema från skärm till pärm, visa reduzir distrações digitais e melhorar habilidades de leitura e escrita. O ministério da Educação sustenta que o ensino sem tela favorece a concentração.

Quem está envolvido

Porta-voz do Partido Liberal, que comanda a pasta da Educação, defende menor uso de telas, especialmente entre crianças mais novas. O ministro da Educação participa da implementação da nova orientação curricular.

Educadores, pesquisadores e executivos de tecnologia criticam a medida, afirmando que poderá prejudicar oportunidades de emprego e o desenvolvimento do setor. Economistas estimam impactos indiretos na inovação nacional.

Quando, onde e por quê

Desde 2025, pré-escolas não são obrigadas a usar ferramentas digitais e tablets deixaram de ser distribuídos a crianças menores de dois anos. As escolas devem adotar gradualmente materiais impressos.

Ainda neste ano, entrará em vigor uma proibição de celulares nas escolas, mesmo para uso educacional. A expectativa é que o ambiente escolar se torne mais estático e menos dependente de dispositivos.

O alcance financeiro inclui mais de 2,1 bilhões de coroas (cerca de 200 milhões de dólares) em subsídios para livros didáticos e guias para docentes. Um novo currículo baseado em materiais impressos deve entrar em vigor em 2028.

Perspectivas e disputas técnicas

Autoridades afirmam que leitura em papel facilita absorção de conteúdos e exercícios com números reais. Pesquisadores vinculados ao Instituto Karolinska destacam preocupações sobre distração e processamento de informações em telas.

AOCDE aponta que, globalmente, ferramentas digitais trazem benefícios, mas ressalta águas claras sobre causalidade em estudos suecos. O relatório de 2024 sugere cautela ao atribuir resultados apenas ao uso de tecnologia.

A Suécia busca, com a mudança, melhorar sua posição no ranking Pisa, após queda acentuada em matemática e leitura desde 2012. Em 2022, desempenho ficou abaixo de Reino Unido, EUA, Dinamarca e Finlândia em leitura.

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