- A Força Expedicionária Brasileira criou o Pelotão de Sepultamento em 4 de julho de 1944, que chegou à Itália em 9 de outubro de 1944 para atuar na retaguarda e no front.
- A missão incluía recolher, identificar e sepultar mortos, com apoio das capelanias para realizar os rituais fúnebres e manter os corpos em cavaletes para preservá-los até autópsia.
- Em fevereiro de 1945, o Batalhão de Engenharia da FEB iniciou a construção de um cemitério militar brasileiro em Pistoia, com quatro quadras para brasileiros e duas para soldados inimigos.
- O conflito teve reconhecimento de respeito mútuo entre lados, como o caso em que soldados alemães sepultaram três brasileiros com uma placa em reconhecimento ao seu valor.
- Em contraste, uma inspeção do CREMERJ, em 6 de abril, encontrou 27 corpos de crianças armazenados em tambores no Instituto Fernandes Figueiras, Fiocruz, no Rio de Janeiro, mantidos por anos, com pesos entre 508 g e 3.470 g.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) tem hoje conteúdo histórico relevante para além do campo de batalha. Durante a Segunda Guerra Mundial, parte dos 25 mil soldados atuou na Itália, com ações de retaguarda e combate no front mediterrâneo.
Entre as tropas, houve o Pelotão de Sepultamento (PS), criado em 4 de julho de 1944 e que chegou à Itália em 9 de outubro do mesmo ano. A unidade era responsável por recolher, identificar e sepultar os mortos do conflito.
O trabalho do PS incluía a preservação dos corpos para que familiares pudessem receber os despojos e para viabilizar os ritos fúnebres. Em alguns relatos, houve cuidado para manter as macas elevadas e evitar que os cadáveres permanecessem no chão.
Em fevereiro de 1945, o Batalhão de Engenharia da FEB iniciou a construção de um cemitério militar brasileiro em Pistoia, na Itália. O local teve quatro quadras para brasileiros e duas para soldados inimigos, demonstrando respeito igual aos mortos, independentemente do lado.
Foi conhecido também o episódio dos chamados Três Bravos Brasileiros, no qual soldados alemães reconheceram a bravura de três combatentes brasileiros ao sepultar seus companheiros. O gesto retratou a humanidade imperando sobre hostilidade.
Controvérsia recente em Fiocruz
Em contraste com o capítulo histórico, uma inspeção do CREMERJ, em 6 de abril, revelou falhas no Instituto Fernandes Figueira, no Rio de Janeiro. Foram encontrados 27 corpos de crianças armazenados em tambores, sem registro adequado.
Os bebês tinham peso entre 508 e 3.470 gramas e, segundo a apuração, permaneceram nesses recipientes por anos. O caso envolve falhas graves de manejo de corpos e de ética profissional.
Autoridades do Cremerj e da Fiocruz informam que a investigação continua para apurar responsabilidades e estabelecer medidas cabíveis. O episódio suscita debates sobre padrões de cuidado, dignidade e protocolos vigentes.
O contraste entre as práticas do Pelotão de Sepultamento da FEB e o que foi identificado no IFF/Fiocruz ressalta a importância de normas rigorosas e de condução ética em situações de falecimento, independentemente do contexto.
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