Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

O que a FEB tem a ensinar à Fiocruz

Da FEB à Fiocruz, lições de respeito aos mortos contrastam com falha ética: 27 bebês armazenados em tambores no Instituto Fernandes Figueiras

Enquanto soldados da FEB garantiam exéquias dignas até a inimigos, profissionais da Fiocruz negligenciam a dignidade de pequenos indefesos. (Foto: Imagem criada utilizando Chatgpt/Gazeta do Povo)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Força Expedicionária Brasileira criou o Pelotão de Sepultamento em 4 de julho de 1944, que chegou à Itália em 9 de outubro de 1944 para atuar na retaguarda e no front.
  • A missão incluía recolher, identificar e sepultar mortos, com apoio das capelanias para realizar os rituais fúnebres e manter os corpos em cavaletes para preservá-los até autópsia.
  • Em fevereiro de 1945, o Batalhão de Engenharia da FEB iniciou a construção de um cemitério militar brasileiro em Pistoia, com quatro quadras para brasileiros e duas para soldados inimigos.
  • O conflito teve reconhecimento de respeito mútuo entre lados, como o caso em que soldados alemães sepultaram três brasileiros com uma placa em reconhecimento ao seu valor.
  • Em contraste, uma inspeção do CREMERJ, em 6 de abril, encontrou 27 corpos de crianças armazenados em tambores no Instituto Fernandes Figueiras, Fiocruz, no Rio de Janeiro, mantidos por anos, com pesos entre 508 g e 3.470 g.

A Força Expedicionária Brasileira (FEB) tem hoje conteúdo histórico relevante para além do campo de batalha. Durante a Segunda Guerra Mundial, parte dos 25 mil soldados atuou na Itália, com ações de retaguarda e combate no front mediterrâneo.

Entre as tropas, houve o Pelotão de Sepultamento (PS), criado em 4 de julho de 1944 e que chegou à Itália em 9 de outubro do mesmo ano. A unidade era responsável por recolher, identificar e sepultar os mortos do conflito.

O trabalho do PS incluía a preservação dos corpos para que familiares pudessem receber os despojos e para viabilizar os ritos fúnebres. Em alguns relatos, houve cuidado para manter as macas elevadas e evitar que os cadáveres permanecessem no chão.

Em fevereiro de 1945, o Batalhão de Engenharia da FEB iniciou a construção de um cemitério militar brasileiro em Pistoia, na Itália. O local teve quatro quadras para brasileiros e duas para soldados inimigos, demonstrando respeito igual aos mortos, independentemente do lado.

Foi conhecido também o episódio dos chamados Três Bravos Brasileiros, no qual soldados alemães reconheceram a bravura de três combatentes brasileiros ao sepultar seus companheiros. O gesto retratou a humanidade imperando sobre hostilidade.

Controvérsia recente em Fiocruz

Em contraste com o capítulo histórico, uma inspeção do CREMERJ, em 6 de abril, revelou falhas no Instituto Fernandes Figueira, no Rio de Janeiro. Foram encontrados 27 corpos de crianças armazenados em tambores, sem registro adequado.

Os bebês tinham peso entre 508 e 3.470 gramas e, segundo a apuração, permaneceram nesses recipientes por anos. O caso envolve falhas graves de manejo de corpos e de ética profissional.

Autoridades do Cremerj e da Fiocruz informam que a investigação continua para apurar responsabilidades e estabelecer medidas cabíveis. O episódio suscita debates sobre padrões de cuidado, dignidade e protocolos vigentes.

O contraste entre as práticas do Pelotão de Sepultamento da FEB e o que foi identificado no IFF/Fiocruz ressalta a importância de normas rigorosas e de condução ética em situações de falecimento, independentemente do contexto.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais