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Proibir celulares na escola afeta bem-estar, mas não melhora notas, diz estudo

Proibição de celulares em escolas reduz uso, não eleva notas e pode aumentar incidentes disciplinares no início, com melhora do bem-estar apenas após o segundo ano

A organização Ballotpedia aponta que pelo menos 34 estados norte-americanos proíbem ou limitam o uso de celulares durante período escolar, e 43 estados promulgaram leis ou políticas sobre o uso de aparelhos em salas de aula de ensino fundamental ou médio
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  • Estudo da National Bureau of Economic Research (NBER) com dados de mais de quarenta mil escolas nos Estados Unidos entre 2019 e 2026 mostra que proibir celulares reduz o uso em sala, sobretudo com capas com trava.
  • Escolas que adotaram travas tiveram queda significativa no uso; instituições que não bloquearam, mas exigiram guardar os aparelhos, também viram redução, embora menos expressiva.
  • As notas em provas não apresentaram melhora relevante; o desempenho depende de diversos fatores e outras tecnologias, como notebooks, não foram proibidas.
  • No primeiro ano, houve aumento de incidentes disciplinares e queda no bem-estar dos alunos; no segundo ano, o bem-estar e o controle de distrações melhoraram.
  • No terceiro ano, sinais de celular nas escolas caíram cerca de trinta por cento com as capas de trava; suspensões subiram, em média, de quinze para dezesseis por cento.

Nos EUA, estudo com mais de 40 mil escolas analisou o efeito de proibir celulares durante o período escolar. O foco foi verificar impacto em notas, disciplina e bem‑estar, entre 2019 e 2026. A pesquisa é preliminar e conduzida pela National Bureau of Economic Research (NBER).

As escolas que adotaram bloqueios mais rígidos, como capas com trava magnética, registraram queda significativa no uso de celular em sala. Instituições que permitiam uso entre as aulas também viram redução, porém menos expressiva.

O desempenho escolar não mostrou melhora relevante nas médias de provas. Os autores destacam que notas dependem de fatores variados, como ambiente familiar e qualidade do ensino, além de outras tecnologias não bloqueadas.

Impactos imediatos e mudanças ao longo do tempo

No primeiro ano, houve aumento de incidentes disciplinares e queda no bem‑estar. Segundo os pesquisadores, a frustração com as restrições e a sensação de perda de autonomia contribuíram para esse resultado.

No segundo ano, o bem‑estar dos alunos melhorou e os incidentes caíram. Professores relataram menos distração em sala e manifestação de satisfação com as medidas implementadas.

No terceiro ano, com as capas ativas, houve queda de 30% nos sinais de celular nas escolas, possivelmente pela limitação de acesso dos alunos. Adultos ainda podiam usar seus aparelhos, inclusive recebendo mensagens.

Perspectivas de especialistas

Pesquisas com docentes indicaram redução de uso de celular em sala de aula, de 61% para 13% em escolas com trava. Em contrapartida, as notas não apresentaram mudança significativa.

O estudo cita que as políticas de restrição não devem ser descartadas ainda, pois resultados iniciais podem evoluir com mais tempo de implementação e ajustes pedagógicos.

E. Jason Baron, da Duke University, aponta que a melhoria de bem‑estar ao longo do tempo pode refletir maior interação entre colegas e menos distração constante. Thomas S. Dee, da Stanford, comenta que é preciso observar efeitos a longo prazo.

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