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Coral da USP lança livro que reúne vozes e história

Editora da USP lança livro sobre o Coralusp, com base em vinte entrevistas; traça a trajetória desde a fundação até os dias atuais, com recital de lançamento

Apresentação no Lincoln Center, Nova York - Foto: Reprodução/Acervo CoralUSP
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  • A Editora da USP lança o livro Uma História do Coralusp, de Stella Maris Franco, que narra a trajetória do Coral da USP desde sua origem até os dias atuais.
  • O lançamento ocorre no dia 23, às 19h, no Centro Cultural Camargo Guarnieri da USP, com recital do Coralusp e conversa com a autora; a entrada é gratuita.
  • O livro, com 184 páginas, baseia-se em vinte entrevistas com integrantes e na documentação do acervo do grupo.
  • A fundação do coral teve três nomes-chave: José Luiz Visconti, Benito Juarez e Damiano Cozzella, com parceria inicial entre a Poli e a Escola de Enfermagem para formar o elenco.
  • O Coralusp tornou-se órgão da USP em 1971 e teve sua sede em diferentes espaços da Cidade Universitária, passando pelo Crusp e, depois, pelo andar da Reitoria, onde permaneceu até 2009.

Em 2019, a historiadora Stella Maris Scatena Franco ouviu relatos de ex-integrantes do Coralusp e percebeu a escassez de material sobre a trajetória do grupo. Isso a levou a investigar e publicar o livro Uma História do Coralusp.

Publicado pela Editora da USP, o volume reúne 20 entrevistas com integrantes e documentação do acervo do coral, totalizando 184 páginas. O recorte vai desde as primeiras ações até a atuação atual do grupo.

O lançamento ocorre no dia 23, sábado, às 19h, no Centro Cultural Camargo Guarnieri da USP, na Cidade Universitária, em São Paulo. Haverá recital do Coralusp seguido de conversa com a autora; a entrada é gratuita.

Origens e formação do Coralusp

O livro destaca três protagonistas da fundação: José Luiz Visconti, Benito Juarez e Damiano Cozzella. Visconti, aluno da Escola Politécnica em 1966, idealizou o coral para envolver estudantes em atividades artísticas.

Diante do desequilíbrio de vozes, o grupo buscou parceria com a Escola de Enfermagem, formando o Coral Universitário Poli-Enfermagem. Juarez aceitou a regência, após indicação de Cozzella, e a ideia ganhou corpo.

Desafios e primeira trajetória pública

O pagamento do regente gerou controvérsia política, mas foi garantido até o fim da gestão de Visconti. Em 1967, cerca de 100 candidatos se inscreveram; a estreia ocorreu em 30 de setembro no Biênio da Escola Politécnica.

Para sustentar as atividades, o coral criou um disco compacto duplo e itens de divulgação, financiados com empréstimo feito com o aval do Grêmio Politécnico. A iniciativa ajudou a manter o grupo em atividade.

Consolidação institucional e sede

Entre 1969 e 1973, o Coralusp passou a ser reconhecido pela USP, recebendo verbas e suporte para regentes e funcionários. A sede autorizada pela Reitoria ficou no Crusp, com a secretaria, arquivos e partituras ali. Até 2009, o quarto andar da Reitoria foi o espaço principal.

Mesmo com recursos limitados, o ambiente no Crusp fomentou um senso de pertencimento entre quem participou do coral, segundo a autora. O livro traça essa memória afetiva ao lado dos aspectos documentais.

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