- Em uma mesa-redonda de um evento, o professor relata procurar uma resposta direta e não lembrar onde leu o assunto antes.
- Ele usou o Gemini para obter a resposta rapidamente, depois buscou os artigos citados e PDFs no Google Acadêmico, com surpresa.
- Experimentou o NotebookLM, alimentou com os artigos e recebeu resumos, além de opções como podcast, slides e vídeo explicativo.
- Releva o conflito entre IA como apoio à elaboração intelectual ou como substituição do trabalho do estudante, citando o artigo de Marcos Neira sobre ética e ensino.
- Conclui que a era da inteligência artificial chegou e é preciso aprender com os erros, equilibrando tecnologia e estudo humano.
Durante uma mesa-redonda de um evento acadêmico, um professor universitário compartilhou uma experiência com o uso de inteligência artificial. Ao responder a uma pergunta que exigia memória de leitura, ele sentiu insegurança sobre a origem de uma ideia. O momento levou à investigação de ferramentas IA disponíveis na instituição.
Ao retornar, o professor testou o Gemini, que respondeu com precisão semelhante à sua própria resposta. Em seguida, buscou os artigos citados pelo sistema e confirmou as fontes via Google Acadêmico, recebendo PDFs dos trabalhos. A sequência revelou a possibilidade de acesso rápido a conteúdos acadêmicos.
Também testou o NotebookLM, ferramenta integrada ao ambiente institucional. Ao alimentar o sistema com artigos, o IA gerou resumos, ofereceu um podcast, criou slides e até propôs um vídeo explicativo sobre o tema estudado.
Ferramentas e possibilidades
O uso de IA ampliou o leque de funções disponíveis, incluindo resumos em áudio e vídeo, geração de relatórios, quizzes, tabelas, mapas mentais e infográficos. O episódio trouxe à tona um dilema pessoal do professor entre manter métodos tradicionais, como anotações e grifos impressos, e adotar recursos digitais.
Além das experiências com Gemini e NotebookLM, o professor mencionou outras plataformas usadas ou disponíveis na instituição. Entre elas estão ferramentas de IA voltadas a pesquisa, organização de conteúdo e apoio pedagógico, mencionadas como parte de uma transformação no ensino superior.
Relação com a ética e o ensino
O debate também foi estimulado por um artigo do Jornal da USP sobre inteligência artificial no ensino de graduação. O texto aborda a relação entre estudantes e aprendizagem, destacando que a ferramenta não é intrinsecamente negativa, desde que não substitua o trabalho intelectual do aluno.
O professor citou a conclusão do artigo de modo a enfatizar que o desafio está na forma como a IA interfere na elaboração intelectual, seja para estudantes ou professores. A discussão aponta para um caminho de adaptação, com aprendizagens a partir de experiências e erros na adoção dessas tecnologias.
Considerações finais
A experiência do professor ilustra a dinâmica entre tradição e inovação na academia. O relato ressalta a necessidade de avaliação criteriosa de recursos IA, equilíbrio entre apoio à aprendizagem e autonomia do aluno, além de estudos sobre impactos pedagógicos e curriculares.
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