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USP e Ministério do Meio Ambiente lançam maior mapeamento de educação climática

USP e Ministério do Meio Ambiente lançam o maior mapeamento de educação climática do Brasil, formando 14,5 mil educadores e consolidando 203 organizações ativas

Em 2025, a UNICEF transformou uma sala de aula em estufa na Esplanada dos Ministérios em Brasília para alertar sobre o impacto das mudanças climáticas (UNICEF)
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  • Parceria entre a USP e o Ministério do Meio Ambiente criou o maior mapeamento de educação climática do Brasil, identificando 203 organizações atuantes.
  • O curso gratuito “Educomunicação e Clima” foi lançado em dezembro de 2025 e já formou 14,5 mil educadores.
  • O mapeamento resultou num banco de dados consolidado de instituições e coletivos de educomunicação, com consulta pública no MonitoraEA.
  • Dados apontam impactos da crise climática na educação: 1,17 milhão de estudantes teve aulas interrompidas por eventos climáticos; 2,5 milhões de crianças estudam em escolas a pelo menos 3°C mais quentes; 15 milhões de jovens do ensino médio em locais com baixa resiliência a inundações.
  • A iniciativa dialoga com políticas públicas, incluindo o currículo azul para educação oceânica; especialistas destacam a importância da educomunicação para ações locais e conscientização.

A USP e o Ministério do Meio Ambiente lançaram o maior mapeamento nacional de educação climática nas escolas, resultado de dois anos de parceria. Identificou 203 organizações atuando pelo país e formou 14,5 mil educadores.

A iniciativa evidencia uma lacuna histórica: educação sobre clima ainda é pouco integrada ao ensino. Dados recentes apontam impactos reais nas escolas e nas comunidades, com aumento de eventos climáticos afetando o aproveitamento escolar.

Mais de 2,5 milhões de crianças estudam em escolas em áreas com temperaturas até 3°C acima das respectivas cidades. Quase 15 milhões de jovens do ensino médio têm aulas em locais com baixa resiliência a inundações.

Oops, continue com o desenvolvimento: A partir dessa constatação, o projeto intensificou ações para qualificar conteúdos, leitura crítica de mídias e participação de estudantes na gestão climática. A meta é transformar escolas em espaços de atuação local.

Os frutos da parceria

O curso gratuito Educomunicação e Clima foi lançado em dezembro de 2025, disponível na plataforma Avamec. A formação estimula produção colaborativa de conteúdos e a elaboração de Planos de Ação Climática.

O mapeamento colaborativo consolidou um banco de dados de 203 organizações, reunindo instituições, entidades e coletivos de educomunicação. As informações ficam disponíveis para consulta pública no MonitoraEA.

A parceria também gerou produção científica: 18 artigos nacionais, três internacionais e duas coletâneas, ampliando o conhecimento sobre educação ambiental no país.

Educação climática como política pública

Em 2025, o Brasil passou a integrar o currículo azul, iniciativa que inclui educação oceânica no currículo escolar. O objetivo é reconhecer o oceano como regulador climático e fonte de vida.

Marcos Sorrentino, do MMA, destaca que práticas educomunicativas ajudam comunidades escolares a compreender a emergência climática de forma crítica e criativa, orientando ações locais.

A iniciativa reforça a atuação do setor público para ampliar a educação climática como política pública, buscando maior preparo de alunos, professores e gestores escolares diante de mudanças ambientais.

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