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45 de 52 universidades brasileiras caem em ranking internacional

Quarenta e cinco das cinquenta e duas universidades brasileiras caem no Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) em 2026, citando financiamento inadequado e desvalorização da ciência

Praça do Relógio da USP (Universidade de São Paulo), no campus da Cidade Universitária, localizado na zona oeste de São Paulo
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  • Quarenta e cinco das 52 universidades brasileiras caíram no ranking CWUR em 2026, equivalente a 87% das instituições nacionais.
  • Entre as 2.000 melhores do mundo, 21.291 instituições foram avaliadas; o pilar de pesquisa é o mais relevante, somando quarenta por cento da pontuação.
  • Universidades específicas: USP caiu para 119ª posição; UFRJ ficou em 346ª; Unicamp em 379ª; UFRGS manteve-se em 476ª; Unesp caiu para 479ª.
  • Brasil lidera a região da América Latina e do Caribe, mesmo com o recuo, mantendo as primeiras posições regionais.
  • China avançou com maior número de altas suas instituições; 98% dessas subiram no ranking, com destaque para a Universidade Tsinghua (36º), enquanto EUA continuam com várias das melhores posições.

Quarenta e cinco das 52 universidades brasileiras avaliadas pelo CWUR caíram no ranking global em 2026, segundo a edição divulgada nesta segunda-feira. Apenas cinco avançaram e duas permaneceram estáveis, totalizando 87% de perda entre as instituições nacionais.

O CWUR analisou 21.291 instituições, filtrando as 2.000 melhores. A metodologia considera 81 milhões de dados, distribuídos em quatro pilares: educação, empregabilidade, corpo docente e pesquisa, com o pilar de pesquisa pesando 40% da nota final.

Os critérios de educação e empregabilidade somam 25% cada, avaliando, respectivamente, desempenho acadêmico e saída profissional. O corpo docente representa 10% da pontuação, baseada no reconhecimento dos docentes. A pesquisa é o principal fator, com quatro métricas de 10% cada.

Desempenho brasileiro e quedas expressivas

Entre as quedas, a USP caiu uma posição, para a 119ª, com fracos em educação, corpo docente e pesquisa. A UFRJ recuou 15 posições, para 346ª. A Unicamp perdeu 10 lugares, chegando a 379ª. Já a UFRGS ficou estável em 476ª e a Unesp caiu para 479ª.

Nadim Mahassen, presidente do CWUR, aponta problemas estruturais como financiamento inadequado e desvalorização da ciência. O executivo afirma que o impacto vai além das salas de aula, afetando atração de talentos e produção de pesquisa.

Além disso, o relatório ressalta que o Brasil continua líder na América Latina e no Caribe, mesmo com o recuo. No ranking global, os Estados Unidos concentram oito das dez primeiras posições, com Harvard liderando há 15 anos.

Perspectivas regionais e cenários globais

Entre as instituições brasileiras, outras mencionadas incluem a UFMG, em 508º; a Unifesp, em 621º; e a UFSC, em 732º. Na comparação regional, mudanças de investimento e qualidade de pesquisa aparecem como fatores determinantes.

Internacionalmente, a China teve avanços expressivos, com 98% das universidades subindo. A Universidade Tsinghua aparece em 36º no ranking geral. O país tem o maior contingente de instituições no levantamento, seguido pelos EUA, que mantêm forte presença.

A análise do CWUR ressalta que o domínio norte-americano na área está sendo desafiado pela ascensão de universidades chinesas, enquanto potências históricas da Europa lutam para manter posições.

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