- Estudo global de Pearson e AWS, com dados de seis países, aponta desalinhamento entre ensino superior e empregadores na preparação para IA, incluindo o Brasil.
- No conjunto mundial, 53% dos empregadores dizem ter dificuldade em encontrar graduados com habilidades em IA; 78% dos líderes do ensino superior afirmam atender às expectativas; 14% dos graduados relatam alto nível de proficiência na aplicação de IA no trabalho.
- No Brasil, 28% dos líderes do ensino superior classificam o investimento em IA como significativo, quase três vezes mais que EUA e Reino Unido (10%); 16% dizem que o investimento é mínimo ou inexistente.
- Ainda no Brasil, 42% dos estudantes afirmam não ter orientação institucional sobre uso de IA, e 30% preferem ocultar o uso de IA dos professores.
- O relatório indica cinco atritos a enfrentar: ritmo, conexão entre educação e empregadores, capacidade dos docentes, governança e dificuldade de adaptação prática das ferramentas de IA.
A Pearson e a Amazon Web Services (AWS) anunciaram a divulgação de uma pesquisa global sobre preparação para IA. O estudo abrange seis países, incluindo o Brasil, e aponta desalinhamentos entre ensino superior e mercado de trabalho.
Entre os principais resultados, 53% dos empregadores dizem enfrentar dificuldade em encontrar graduados com habilidades em IA. Já 78% dos líderes de ensino superior acreditam atender às expectativas, e apenas 14% dos graduados relatam alta proficiência na aplicação de IA no trabalho.
O levantamento destaca que a adoção de IA avança rapidamente, mas a competência prática ainda não acompanha a exposição tecnológica. A pesquisa chama atenção para a necessidade de conectar currículo e prática no ambiente de trabalho.
Brasil em foco
No Brasil, universidades investem em IA, com 28% dos líderes descrevendo aporte significativo, ante 10% no EUA e no Reino Unido. Ainda assim, 16% dizem que o investimento é mínimo ou inexistente, revelando descompasso com o mercado.
O estudo aponta governança deficiente: 42% dos estudantes não recebem orientação institucional sobre uso de IA, e 30% preferem ocultar o uso da IA dos docentes. Ações responsáveis são ressaltadas como essenciais.
Ações propostas para a IA
O relatório sugere medidas para reduzir atritos: ritmo, conexão, capacidade, governança e adaptação. Alimentar ciclos de feedback entre escolas e empresas, fortalecer capacitação de docentes e estabelecer diretrizes claras são pontos centrais.
Paulo Cunha, da AWS Brasil, enfatiza a importância de disponibilidade de ferramentas e de alinhamento entre formação e demanda do mercado. Cinthia Nespoli, da Pearson Brasil, reforça o uso responsável e ético da IA no aprendizado.
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