- Aos 20 semanas de gestação, a gestação chega à metade oficial; o bebê passa a ser medido do alto da cabeça até o calcanhar e é recomendado o ultrassom morfológico do segundo trimestre.
- O bebê pesa cerca de 300 gramas e mede cerca de 25,5 centímetros; já apresenta ciclos de sono e pode soluçar, com movimentos perceptíveis.
- No ultrassom, são feitas medições específicas (comprimento do fêmur, circunferência cefálica e circunferência abdominal) para estimar o peso e acompanhar o crescimento fetal.
- A pressão arterial da gestante deve ser monitorada, pois a pré-eclâmpsia pode surgir a partir da 20ª semana; valores iguais ou maiores que 90 mmHg de diastólica e/ou 140 mmHg de sistólica são considerados preocupantes.
- Entre 20 e 24 semanas também é indicada a aplicação da vacina dTpa; manter consultas de pré-natal, além de orientar sobre direitos da gestante e cuidados no dia a dia de trabalho.
Com 20 semanas de gestação, a mãe atinge a metade oficial da gravidez. O bebê passa a ser medido do alto da cabeça até o calcanhar, não mais até o bumbum, e o ultrassom morfológico do segundo trimestre já é indicado.
O feto pesa cerca de 300 g e mede aproximadamente 25,5 cm. O bebê pode soluçar, dormir e acordar em ciclos curtos. Os movimentos ficam mais perceptíveis com o avanço da gestação, mesmo que os horários de sono não coincidam com os da mãe.
A partir desta semana, é recomendado realizar o ultrassom morfológico para avaliar o desenvolvimento dos órgãos. O exame é considerado essencial para monitorar o crescimento fetal e detectar anomalias.
Medidas do bebê no ultrassom
Durante a ultrassonografia, não é medida o comprimento total, pois as pernas ficam flexionadas. São calculadas medições do fêmur, circunferência cefálica e circunferência abdominal para estimar o peso e acompanhar o crescimento.
Essa etapa ajuda a confirmar o desenvolvimento adequado dos ossos e de outros componentes do organismo fetal. A imagem mostra estruturas ósseas em destaque, com as medidas usadas para avaliação.
Mudanças na pressão arterial
A partir da 20ª semana, o sistema circulatório da gestante passa por ajustes. A pressão deve ser aferida em cada consulta de pré-natal; valores acima de 90/140 mmHg são considerados preocupantes.
Caso haja hipertensão com proteinúria ou sinais de lesão em órgãos, a pré-eclâmpsia pode ser diagnosticada. Biomarcadores no sangue ajudam a distinguir hipertensão simples de forma mais grave.
Com acompanhamento próximo, muitas gestantes com pré-eclâmpsia conseguem parto tranquilo e bebê saudável. As consultas tornam-se mais frequentes quando há risco. Medicações podem ser utilizadas conforme orientação médica.
Dia a dia no trabalho
Barriga maior exige cuidado com posições, carga e tempo em pé. Calçados confortáveis e pausas para descanso ajudam. Quem trabalha sentado deve caminhar a cada hora para favorecer a circulação.
Movimentar as pernas, alongar e manter hidratação são medidas simples para reduzir inchaço, varizes e cólicas noturnas. Em alguns casos, mudanças de função no trabalho são negociadas com o empregador.
Vacinas e controle médico
Entre 20 e 24 semanas, a ultrassonografia morfológica do segundo trimestre é recomendada para avaliar o bebê. A disponibilidade varia conforme o sistema de saúde e a região.
Também é indicada a vacinação com dTpa durante a gravidez, para proteger a mãe e transferir anticorpos ao bebê. A medida ajuda a prevenir coqueluche nos primeiros meses de vida.
Informe-se sobre a disponibilidade de ultrassonografia morfológica no seu local de pré-natal e siga as orientações médicas para o cronograma de vacinas e exames.
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