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Ex-pastor se declara inocente em processo envolvendo ex-mulher

Ex-pastor declara-se inocente em processo de perseguição cibernética ligado à ex-esposa falecida; fiança de US$ 100 mil, tornozeleira e medidas de proteção impostas

Ex-pastor teria cometido perseguição online à ex-mulher
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  • O ex-pastor John-Paul Miller, da Carolina do Sul, declarou-se inocente em processo federal por perseguição cibernética e por prestar declarações falsas a investigadores.
  • A acusação afirma que o comportamento investigado, que teria ocorrido por quase dois anos, incluiu uso ou ameaça de imagens íntimas, divulgação de conteúdo privado e instalação de rastreadores, entre outras ações contra a ex-esposa, Mica Miller, que morreu em 2024.
  • Em audiência em Florence, o juiz fixou fiança de US$ 100 mil e impôs medidas cautelares: tornozeira eletrônica, entrega do passaporte, proibição de deixar a Carolina do Sul sem autorização, restrição de álcool, proibição de posse de armas e ordem de distância de vítimas e familiares.
  • A promotoria também afirma que Miller mentiu a agentes federais ao dizer ter recebido mais ligações da ex-esposa em março de 2024 do que realmente ocorreu, e que negou participação em danos ao veículo, com evidências técnicas apontando o contrário.
  • O caso corre paralelamente a disputas de divórcio envolvendo Mica, iniciadas em outubro de 2023 e com desdobramentos sobre pensão/manutenção; Mica foi encontrada morta poucos dias após a formalização de documentos do divórcio.

O ex-pastor John-Paul Miller, da Carolina do Sul, se declarou inocente em tribunal federal das acusações de perseguição cibernética e de ter feito declarações falsas a investigadores. O caso envolve sua ex-esposa, Mica Miller, morta em 2024. A acusação sustenta que o comportamento investigado durou quase dois anos antes da morte.

Durante a audiência em Florence, promotores classificaram Miller como risco de fuga. A fiança foi fixada em US$ 100 mil, com medidas cautelares rigorosas: tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte, proibição de deixar a Carolina do Sul sem autorização, restrições ao consumo de álcool, impedimento de possuir armas e ordem para manter distância de vítimas ou familiares.

Detalhes do caso

A acusação formal, apresentada em dezembro, aponta início da perseguição por volta de novembro de 2022, com a intenção de assediar, intimidar e vigiar a vítima. Entre os itens, estão o uso ou ameaça de imagens íntimas para coagir, divulgação não consentida de conteúdo privado, instalação de dispositivos de rastreamento em veículos e interferência em finanças e rotinas.

Alegações à investigação

Promotores afirmam que Miller mentiu deliberadamente a agentes federais. Segundo a acusação, ele disse ter recebido mais ligações da ex-esposa do que realmente ocorreu em março de 2024; registros indicariam o oposto. Também haveria negação de orientação policial para interromper contatos, apesar de relatos de instruções formais. Há ainda alegação de que ele negou danos ao veículo da ex-esposa, o que provas técnicas indicariam.

Contexto familiar e desdobramentos

Se condenado, Miller pode enfrentar penas por perseguição cibernética e por declarações falsas, além de multa. O processo ocorre paralelo a disputas familiares anteriores à morte de Mica Miller, com pedido de divórcio em outubro de 2023 e audiências sobre pensão e manutenção marcadas para junho de 2024.

Situação atual

Poucos dias após a formalização do divórcio, Mica Miller foi encontrada morta em um parque estadual na Carolina do Norte. Familiares relataram, em declaração ao tribunal, que ela estava otimista quanto ao futuro após o divórcio. A defesa mantém Miller inocente e as medidas cautelares permanecem vigentes durante o andamento do processo.

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