- Incidente ocorreu na mina de Fábrica, em Ouro Preto, atingindo instalações da CSN Mineração na madrugada de domingo, 25, sete anos após Brumadinho.
- Dique de contenção cedeu; a Vale informou extravasamento de água com sedimentos de uma cava e que o fluxo atingiu áreas da CSN Mineração, sem detalhar danos.
- Cerca de duzentos trabalhadores foram evacuados; não houve vítimas ou feridos; a CSN Mineração não havia divulgado extensão dos danos até a noite de domingo.
- A Vale afirmou que o episódio não tem relação com barragens, que permanecem estáveis e monitoradas 24 horas; causas estão sendo investigadas.
- Chuvas intensas no sábado contribuíram para elevar o volume de água pluvial, levando ao alagamento de escritórios, oficinas mecânicas e almoxarifado da CSN Mineração, com água atingindo cerca de 1,5 metro.
Um incidente na mina de Fábrica, operada pela Vale, ocorreu na madrugada de domingo, em Ouro Preto, Minas Gerais, atingiu instalações da CSN Mineração e mobilizou evacuação de trabalhadores. Não houve vítimas. O episódio não está ligado às barragens da Vale, segundo a companhia.
A Vale informou extravasamento de água com sedimentos de uma cava e afirmou que o fluxo alcançou áreas de uma empresa na região, sem detalhar a extensão dos danos ou identificar a empresa atingida. O incidente ocorreu durante chuva intensa na região.
Cerca de 200 trabalhadores foram retirados das áreas atingidas e as atividades da empresa atingida foram paralisadas. Em nota, a Vale disse que comunicou o ocorrido aos órgãos competentes e que as barragens da empresa permanecem estáveis e monitoradas 24 horas por dia. As causas seguem em apuração.
Contexto histórico
Em 25 de janeiro de 2019 ocorreu o rompimento da barragem de Brumadinho, também em Minas Gerais, com 272 vítimas. A coincidência de data é lembrada pela imprensa como marco trágico do setor.
Relatório da ANM, divulgado pela Agência Brasil, indicou falhas de comunicação sobre sedimentos em drenos de água antes do desastre de Brumadinho. A Vale sustenta que o incidente atual não representa risco de rompimento de barragens.
O estado de Minas Gerais já registrou outros episódios envolvendo a Vale e a Samarco, como o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015, com 19 mortes e impactos ambientais prolongados.
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