- SP-Arte 2026, realizada entre 8 e 12 de abril no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, destacou espelhos com molduras criadas com materiais inusitados, como plástico reciclado e lâminas de vidro coloridas.
- Espelho Dominó da Assimply: composto por 98 quadriláteros de alumínio reciclado, formam um padrão que lembra um dominó evaria conforme a perspectiva.
- Espelho Mineral da Iro Studio para a Boobam: utiliza lâminas de vidro coloridas, inspirado em vitral e nas paisagens naturais; produzido artesanalmente com placas cortadas uma a uma.
- Espelho da série Entre Linhas, de Leandro Garcia: parte de uma unidade de madeira, explorando repetição, modulação e variação para criar várias configurações e diálogos entre matéria e espaço.
- Espelho Prisma Açafrão, da Suite: faz parte da coleção In.verso, criado com plástico reciclado triturado e pedaços de pedra natural, gerando contrastes visuais e uma leitura sustentável de materiais.
Espelhos esculturais dominaram a SP-Arte 2026, marcando a convergência entre arte, design e materiais não convencionais. As peças, apresentadas entre 8 e 12 de abril, ampliam ambientes com reflexos e texturas diferenciadas, além de molduras criadas a partir de plástico reciclado e vidro colorido. O evento ocorreu no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.
Os trabalhos destacaram propostas que vão além da função decorativa. Espelhos que dialogam com a geometria, a sustentabilidade e a linguagem da arte contemporânea chamaram a atenção de visitantes e profissionais. A curadoria abriu espaço para experimentações com processos artesnais e técnicas não convencionais.
Espelho Dominó – Assimply
Moldado com 98 quadriláteros de alumínio reciclado, o conjunto sugere um jogo de dominó na leitura visual. Os artistas Victor Xavier e Søren Hallberg explicam que a repetição de formas gera um padrão singular a cada montagem, mesmo com elementos comuns.
Espelho Mineral – Iro Studio para a Boobam
Desenvolvido a partir de uma pesquisa sobre vidro, o espelho Mineral utiliza lâminas coloridas e texturizadas, organizadas como veios. A peça alude a formações minerais e às paisagens naturais, com transparência e opacidade em jogo ao longo de placas feitas artesanalmente.
Espelho da série Entre Linhas – Leandro Garcia
A peça parte de uma unidade de madeira que se repete, criando variações por meio de cruzamentos de elementos. A série dialoga com a Arte Concreta, definindo cheios e vazios que exploram linhas, planos e proporções.
Espelho Aura – Prosa
Integra a coleção Gratuja, com geometria que sustenta a forma e formas orgânicas que surgem como gesto livre. O espelho de piso bipartido atua como ponto de reflexão fragmentado, promovendo uma leitura dinâmica do objeto e do espaço.
Espelho Prisma Açafrão – Suite
Entre plástico reciclado triturado e pedraria natural descartada, o conjunto da coleção In.verso busca contrastes táteis e visuais. A proposta mostra resíduos como matéria com potencial expresivo, em linha com a sustentabilidade do design.
Espelho Vestígio – Oficina Umauma
Desenhado para deslocar o foco da função para a estrutura, o design fragmenta o reflexo, criando um espaço de pausa onde observar se torna mais relevante que reconhecer.
Espelho Je Sous Rature – Marcelo Stefanovicz para a Designers Group Gallery
Barras de aço transformam movimento em estrutura, tensionando o reflexo. A peça explora a ideia de apagar parcialmente a imagem, mantendo trechos legíveis, numa leitura que mistura ordem, desalinho e impermanência.
Espelho Rei – Lucas Neves
O artista desenvolve peças à mão, combinando arquitetura, técnica e prática artesanal. O novo espelho utiliza madeira imbuia resgatada de um galpão desmontado no Sul do país, buscando transformar arte e design em protagonistas do ambiente.
Espelho Botanique – Sette7
Criado pela arquiteta Vivian Coser, integra a coleção Botanique. As formas orgânicas e assimétricas remetem a jardins modernistas, com geometrias fluidas que evocam o paisagismo brasileiro.
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