- Em 2025, 19,7% das unidades domésticas no Brasil eram unipessoais, o que representa 8,2 milhões de domicílios a mais desde 2012, quando eram 12,2%.
- A maioria da população (80,9%) vive com pelo menos um cônjuge ou parente; 19,1% vivem sozinhos.
- No estudo por sexo, 45,1% das pessoas que moram sozinhas são mulheres e 54,9% são homens.
- A faixa etária predominante entre quem vive sozinho é de 30 a 59 anos, seguida por idosos de 60 anos ou mais, que somam 40%.
- Existem variações regionais: Estados com maior concentração de idosos em domicílios unipessoais, como o Rio de Janeiro, apresentam porcentagens maiores.
A nova edição da PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira, 17, mostra que o Brasil tornou-se mais comum ter morador único no domicílio. Em 2025, 19,7% das unidades eram unipessoais, o equivalente a 8,2 milhões de domicílios a mais desde 2012.
Os dados indicam que 80,9% da população vive com pelo menos um cônjuge ou parente. O aumento de domicílios unipessoais está ligado ao envelhecimento da população e a mudanças comportamentais, com mais mulheres optando por morar sozinhas.
Em 2025, mulheres representavam 45,1% das pessoas que moram sozinhas, e homens 54,9%. A maior parcela está na faixa de 30 a 59 anos, seguida pelos idosos com 60 anos ou mais, que somam 40%.
Entre os homens em domicílios unipessoais, 56,4% têm entre 30 e 59 anos. Entre as mulheres, a maioria está na faixa dos 60 anos ou mais. Analistas apontam que a concentração de pessoas com mais de 60 anos em moradias unipessoais é comum, pois pode envolver filhos já saídos de casa e viúvos.
A pesquisa também traz variações regionais. Em estados com maior proporção de idosos, como o Rio de Janeiro, a participação de pessoas acima de 60 anos em domicílios unipessoais tende a ser maior. A análise aponta que o envelhecimento populacional impacta o perfil das moradias no país.
Perspectiva etária e regional
O estudo destaca que a maioria das pessoas que vive sozinha está entre 30 e 59 anos, seguida pelos idosos. A mortalidade e a mobilidade familiar ajudam a explicar o fenômeno em diferentes estados, com variações locais significativas.
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