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Patrícia Melo premiada na França por Menos que Um e destaque em Paris

Patrícia Melo recebe prêmio francês por Menos que Um no Salão do Livro de Paris, ampliando a visibilidade da obra sobre a miséria em São Paulo

Escritora Patrícia Melo participou do Salão do Livro de Paris, realizado entre os dias 17 e 19 de abril, promovendo o lançamento de "Menos que Um", seu mais novo romance traduzido para o francês.
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  • Patrícia Melo participou do Salão do Livro de Paris para divulgar o romance Menos que Um, traduzido na França como Ceux qui ne sont rien, pela Buchet Chastel, com tradução de Élodie Dupau.
  • O livro denuncia a vulnerabilidade de pessoas em situação de rua em São Paulo e foi premiado na França com o Prêmio Transfuge de Literatura Sul-Americana, em janeiro.
  • Menos que Um é o 12º romance da autora a ter tradução para o francês.
  • Melo mora em Lisboa e participou de uma mesa com o escritor haitiano James Noël no Salão, discutindo violência, política e a relação entre Brasil e França.
  • Em entrevista, a autora disse que sua obra se tornou mais engajada politicamente e que o Brasil viveu riscos à democracia, além de mencionar referências literárias como Victor Hugo e Jorge Amado.

Patrícia Melo, escritora brasileira, participou do Salão do Livro de Paris para divulgar o romance Menos que Um, já publicado em francês com o título Ceux qui ne sont rien. O livro denuncia a vulnerabilidade de moradores de rua em São Paulo.

A obra traduzida por Élodie Dupau foi publicada pela Buchet Chastel e recebeu o Prêmio Transfuge de Literatura Sul-Americana na França, em janeiro, logo após o lançamento no país. Este é o 12º romance da autora a ganhar versão francesa.

A trajetória da autora em Paris inclui debates sobre a relação entre literatura e política, em especial diante do cenário brasileiro atual. Melo mora em Lisboa e reforça a necessidade de posicionamento do escritor frente a riscos à democracia.

Segundo Melo, a crítica brasileira e francesa traçou paralelos entre Menos que Um e obras de Victor Hugo, referenciando a miséria e o engajamento político presentes no romance. A autora também cita influências de Jorge Amado.

Ela participou de uma roda de conversa no evento sobre Haiti e São Paulo, destacando a violência como traço comum aos dois contextos e a relevância de retratar vidas invisíveis pela cidade.

Durante a entrevista à Rádio França Internacional, Melo comentou a importância de ampliar a visibilidade da obra e reconheceu que o prêmio aumenta a circulação do romance, oferecendo maior alcance aos seus temas.

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