- A tapeçaria é apresentada como linguagem ancestral que transmitia status, pertencimento e registro, indo além da decoração.
- O texto discute a descolonização dos objetos, questionando a separação entre artesanato, arte e sagrado e o papel da tapeçaria na memória corporal e territorial.
- O artista e designer têxtil Alex Rocca é destacado pela construção contemplativa de suas peças, que exigem pausa e aproximação para compreenderem sua pesquisa de memória e herança.
- Rocca utiliza materiais milenares e técnicas manuais, conectando sua prática às cosmologias afrodescendentes e à relação entre corpo, território e espiritualidade.
- A significativa presença de Rocca no circuito internacional é apontada, com participações em São Paulo (SP-Arte) e em Miami (The House of Arts), fortalecendo a discussão sobre decolonização do design.
A tapeçaria de Alex Rocca vai além da decoração: é ferramenta decolonial. O texto analisa o trabalho do designer têxtil, que une tempo, ancestralidade e repetição para questionar a ideia de objeto inerte.
A obra dele nasce da escuta: Rocca aponta que a pesquisa parte da própria história do artista, mergulhando em técnicas manuais e em materiais milenares. O objetivo é devolver ao fazer o papel de saber.
A relação entre corpo, território e espiritualidade aparece como eixo conceitual. Para o artista, o manto e o totem não são objetos neutros, mas símbolos de proteção e presença, conectando memória a prática cotidiana.
Contribuições e alcance ficam evidentes pelas exposições: Rocca participou de SP-Arte, em São Paulo, e levou obras a Miami, na The House of Arts. Isso consolida sua presença no circuito internacional de arte contemporânea.
A pesquisa dialoga com cosmologias afrodescendentes, ampliando a compreensão de decolonização do design. O foco não é apenas incluir referências não europeias, mas questionar o que ficou silenciado sobre o que é objeto.
O texto ressalta ainda que o trabalho não busca imediatismo. Ao escolher peças com história e raiz, o público é convidado a pausar, observar e sentir o que cada obra devolve, muitas vezes aquilo que se acreditava ter perdido.
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