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Pombos no Reino Unido persistem; lasers e falcões não resolvem, há solução melhor

Método alemão de manejo de pombos usa lofts com ovos de plástico para reduzir a nidificação, oferecendo solução barata, humana e sustentável

Sometimes known as ‘rats with wings’, pigeons do not always have popular sentiment on their side.
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  • Estima-se que haja quase três milhões de pombos morando em Londres, a maior população do Reino Unido.
  • Métodos tradicionais como gaviões, lasers, redes, cola em beirais, armadilhas e até abatimento não reduziram permanentemente a população de pombos.
  • Proposta da National Pigeon Advocacy Association (NPAA): loftos com caixas de repouso vazias em prédios deixados, trocando ovos fertilizados por ovos de plástico para impedir postura e ninhada, com voluntários monitorando.
  • A estratégia, já testada com sucesso em Basel (Suíça) e adotada em Augsburg (Alemanha) e outros países, pode reduzir centenas de filhotes por lofta com poucas despesas.
  • Obstáculos: ceticismo de vereadores e autoridades locais, embora entidades como Norwich digam buscar medidas humanas e proporcionais; custo seria basicamente doar imóveis vazios, com operações muitas vezes voluntárias.

O problema dos pombos em cidades britânicas volta a ganhar espaço no debate público. Estimativas apontam quase 3 milhões de pombos em Londres, onde a ave é alvo de medidas de controle com resultados limitados. Organizações e especialistas divergem sobre as ações mais eficazes.

Ao longo dos anos, as tentativas vão desde falcões em Trafalgar Square até métodos como Spikes, redes, lasers, armadilhas e doses de veneno. Essas ações não alteraram de forma significativa o tamanho das populações nem reduziram o incômodo de forma duradoura.

Oficinas municipais costumam justificar o gasto com manutenção de áreas urbanas. Em Manchester, houve controvérsia após uma operação envolvendo a extinção de dezenas de aves em um curto espaço de tempo. O episódio ficou conhecido por alarmar ativistas e cidadãos.

O método alemão de manejo populacional

Em busca de solução permanente, o National Pigeon Advocacy Association (NPAA) propõe um modelo de lofts com moradias para pombos, alimentados por ração estável. O objetivo é reduzir a reprodução por meio da troca de ovos férteis por ovos de plástico.

Estudos citados indicam que uma dupla de pombos produz cerca de 14 filhotes por ano. Com lofts que abrigam 50 casais, seria possível evitar mais de mil jovens anualmente. A prática teve início em Basel, na Suíça, em 1988, e depois ganhou adesão na Alemanha.

Implementação e viabilidade

Segundo a PiCAS, a população pode ser reduzida com base no manejo de ninhos sem causar danos aos animais. O custo para as autoridades públicas seria basicamente a cessão de imóveis vazios, de que o país dispõe em abundância. Em outros lugares, a operação é quase inteiramente voluntária.

O que impede a adoção ampliada, segundo Joyce, presidente do NPAA, é a percepção de ser uma proposta de ativismo animalista, em vez de uma estratégia comprovada, barata e sustentável. Em Norwich, a prefeitura respondeu que avalia medidas humanas e proporcionais para a gestão da população.

Percepção pública e cenário local

A população parece favorecer soluções que tratem os pombos com maior bem-estar, observam especialistas. Há aumento no interesse por manter pombos como animais de estimação e até inspiração de moda e serviços criativos. A pauta ganha espaço no debate público, ao lado de prioridades urbanas.

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